Pânico no jornalismo político

A perspectiva real de vitória de Bolsonaro está desmascarando o jornalismo de grandes grupos de imprensa. Incapazes de manterem uma esperada imparcialidade na narrativa do momento político, estamos assistindo uma conduta disruptiva e nada agregadora fruto do desespero. Acostumados com o seu poder anterior de influenciadores, não conseguem se manifestar agora de maneira séria diante do que julgam contraditório, carentes de bons argumentos e fora de sua zona de conforto. Os ditos analistas políticos da Globo, incapazes de aceitar durante entrevistas respostas contundentes e divergentes de sua convicção pessoal, parecem amadores, em total despreparo, tentando forçar a sua verdade. Se salva desse grupo global apenas o jornalista Fernando Gabeira. O artigo do jornalista Clóvis Rossi, publicado na Folha na última terça-feira sob título “O problema não é Bolsonaro, mas quem vota nele”, isso mesmo, o problema é o povo, traz uma narrativa arcaica e insensata. Nesse momento que a população clama mudanças por vias democráticas, faz falta uma imprensa atuante, esclarecedora, mas na verdade o que se vê é que estão desorientados, apegados ainda a um Brasil que o povo não quer mais.

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