Despedida

Na semana passada, foram levadas ao mar as cinzas do menino Tancrède Bouveret. Tancrède desde 2015 travava uma luta contra uma leucemia rara e agressiva e mobilizou milhares de pessoas, inclusive celebridades como o jogador Neymar, numa campanha para doação de medula óssea. Durante a campanha, o número de pessoas cadastradas na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo chegou a aumentar 30 vezes, mas sua doadora só foi encontrada em Nova York. Tancrède teve uma história ímpar – era filho do espanhol David e do francês Luc Bouveret, autor do best seller “O Homem que Deu à Luz”, que abriu mão de uma carreira bem sucedida como antiquário e decorador em Paris para realizar o sonho de tê-lo através de uma doação de óvulos e de uma barriga de aluguel, desafiando as leis francesas que criminalizam o procedimento. Em maio deste ano, a leucemia retornou e Tancrède pediu que fosse cremado e levado ao mar, para que “ficasse conectado com todos os oceanos, se evaporando no ar formando nuvens e chovendo em cima de montanhas e rios. Assim conectado com toda a natureza, presente em todos os elementos do planeta.”

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