De um leitor deste blog, um desabafo eleitoral

Nem Esquerda, nem Direita

Com meu voto em 2002 ajudei eleger o Lula,  embalado pela proposta de renovação e moralização da política. Em poucos anos, com o advento do Mensalão, foram frustradas minhas expectativas. Em 2006, 2010 e 2014 votei no PSDB,  acreditando no resgate da ética. Perdi de novo, e hoje está claro que o PSDB é também parte do problema (corrupção) e não da solução. Agora em 2018, perseguindo ainda a moralização da política e o combate à corrupção, estou Bolsonaro. Sem mudar meus propósitos desde 2002, fui agora rotulado de direita e facista. Por quê, se mantive desde então meus ideais? Que dinâmica oportunista é essa? Em 2002, de esquerda e, agora, direita, é isso? Está em curso uma manipulação covarde dos conceitos ideológicos, visando, exclusivamente, a confundir o eleitor e a dificultar sua decisão. A proteção do sistema vigente, apreciado ($$$) pelas oligarquias politicas e econômicas, a grande imprensa, CUTs, OABs, dentre várias outras, aglutinou diferentes correntes, num corporativismo bem coordenado como mecanismo de sobrevivência, uma rejeição à mudança.

Como já cantava o gênio Cazuza: “Ideologia! Eu quero uma para viver”.

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