Um povo que não sabe a importância do voto

No Brasil em todas as eleições, o eleitor demonstra que não se interessa muito pelo processo. Despolitizado, a maior parte escolhe o candidato pelo que ele apresenta e não pelo que representa, não importando o partido e seu posicionamento ético, se é de esquerda, centro ou direita. Nesta eleição, ganham peso os números da corrupção, gerado principalmente por estruturas partidárias, mas nem assim, o eleitor se interessou em entender o papel dos partidos na construção dos governos. A qualidade da educação formal do país impede que se aprenda a pensar; muita gente não sabe o significado do pleito eleitoral, o que representam os partidos e o que fazem os políticos. É fácil encontrar eleitor defendendo Bolsonaro, porque acha que ele vai implantar a ditadura militar, que pra este eleitor, significa ter segurança, poder andar tranquilamente nas ruas; existe o eleitor que defende o Lula, por que vai ter casa de graça e o bolsa família; e tem aquele aparentemente satisfeito com o que tem, quer mais, mas não quer grandes mudanças, se a vida dele estiver bem. A maioria dos eleitores segue o candidato que diz o que ele quer ouvir, e isso independe do que representam, como mostram as pesquisas em todo o país. A importância da eleição se resume no que “eu” vou ganhar e não no que o “país” precisa, no que a vida de todos vai melhorar. É o resultado de uma educação onde não se ensina a pensar e onde os valores são reduzidos ao egoísmo do ter. A Lei de Gerson foi aprovada pelos brasileiros e é praticada por todos, independente da classe social.

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