Colapso esperado

O colapso da concessionária Rodovias do Tietê em São Paulo revela a falta de zelo e compromisso dos bancos e corretoras com papéis distribuídos para investidores pessoa física no varejo. No caso da Tietê, já em 2013 na época de sua emissão, a situação da companhia era extremamente frágil. Mesmo assim, o coordenador líder da oferta, o Banco BTG Pactual, drenou centenas de milhões de seu caixa para pagar suas polpudas comissões. Na época, o sócio do banco responsável pela coordenação da oferta ganhou milhões de bônus graças ao “sucesso” da colocação de debêntures no mercado. A omissão da real condição da companhia e a drenagem de recursos através de comissões fora dos padrões aceitáveis de mercado custaria caro ao BTG em qualquer mercado mais desenvolvido. Por aqui, Anbima, CVM e o Banco Central mantêm um silêncio abissal enquanto assistem milhares de investidores perderem centenas de milhões de reais que investiram no papel.

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