Palocci versus Bancões

A delação de Antonio Palocci voltou a movimentar a alta cúpula dos grandes bancos da região da Faria Lima e Paulista. As revelações do ex-ministro são contundentes e explicam com enorme riqueza de detalhes a mecânica perversa do pagamento por “favores” prestados por membros da administração pública federal. Do lado dos grandes bancos, o receio é que seus acionistas controladores, muitos deles com cargos executivos na época das tratativas, sejam indiciados pelos crimes de corrupção ativa entre outros tantos do código penal. Vale lembrar que Palocci não tratava com o segundo escalão. No Safra e no BTG, por exemplo, ele era tratado por Joseph Safra e André Esteves, como amigo da casa. Já no Bradesco, Palocci era recebido com tapete vermelho no heliponto com acesso exclusivo à sala da alta cúpula do banco na Cidade de Deus em Osasco. Não é à toa que Lázaro Brandão e Luiz Trabuco estão sendo blindados e foram tirados de combate há algum tempo.

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