Ali e Babá assombraram mais de 70 ladrões

A discussão entre Emílio e Marcelo Odebrecht através da imprensa com acusações mútuas de desvio de caráter não estarrecem mais a sociedade brasileira, revela apenas o quanto é forte o DNA. Ambos ainda pensam serem referências de empresários bem sucedidos. Para o país, e sobretudo na Bahia, a imagem não ultrapassa a categoria de bandidos e dissimulados. Hoje, suas apresentações sobre a TEO só teriam público em alguma colônia de recuperação penal. Essa disputa de ego e dinheiro tem feito um estrago emocional nos delatores e muitos que, por milagre de algum bandido convertido, conseguirem escapar do Ministério Público Federal, a entrada da Polícia Federal para checar a totalidade e veracidade das delações deve levar alguns meliantes a substituir tornozeleira por grades que, ludibriados pelo canto da sereia, omitiram fatos importantes que comprometeria o chefe da organização criminosa. O outro parceiro e atual desafeto da dupla, Bernardo Gradin, assiste a tudo de camarote, nervoso, bastante envelhecido, esperando tudo com a melhor vista, para sua vingança não tem mais dúvida: ou explode a dupla ou manteria por um longo período longe do seio familiar. Os grandes vencedores da disputa serão bancas de advocacia penal e os laboratórios de medicamentos tarja preta que já tiverem que elevar a produção de calmante à capacidade máxima. 

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