O produto nem chega nas gôndolas, pois acaba no meio do caminho, ainda sendo transportada pelos funcionários, direto do caminhão de entrega estacionado na rua. A água, garrafa pequena, média ou grande, está sendo disputada, quase num frisson, pelos clientes em compras nos supermercados do Rio de Janeiro. O carioca já convive há cerca de 50 dias esse drama, e ainda está desconfiado sobre a qualidade da água que jorra em suas torneiras. O cheiro ruim até diminuiu, mas quem tem coragem de consumir? O custo a mais no orçamento doméstico- aquisição de água mineral pra beber- não é pequeno, considerando o consumo mensal de toda uma família. O governo Witzel ficará marcado, de forma negativa, pra sempre na mente dos fluminenses e cariocas residentes, além dos milhões turistas que estão na Cidade Maravilhosa, como aquele “governador da água-podre”.