Rebolações versus liturgia

A necessária liturgia do cargo de Presidente da República Federativa do Brasil derreteu de vez com o governo Bolsonaro. A bem da verdade, já na chegada do Rolls-Royce para a posse presidencial, a cena insólita de um filhão acocorado no encosto do banco de trás prenunciava que as coisas iam ser meio bagunçadas nessa nova gestão presidencial. Deu no que deu: ao longo desses 560 dias de administração bolsonarista repetem-se bizarrices a cada dia. Dedinhos de arma, bananas pra imprensa, comediante dublê de presidente, cercadinhos no quintal para seguidores, tochas acesas em vigílias de adoração, fugidas dominicais de um presidente faminto de cachorros quentes e acarajés em tempos de isolamento pandêmico em todo o país. E uma verborragia “nunca antes vista nesse país”. Conclusão: Um elefante metido dentro de uma cristaleira.

Os comentários estão encerrados.

Crie um site ou blog no WordPress.com

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: