Quando a fala engole o homem

Definitivamente, Jair Bolsonaro usará a prerrogativa do cargo presidencial e continuará, até o fim do seu mandato, opinando e decidindo, em rompantes, sobre assuntos graves nacionais, independente e completamente alheio às vozes contrárias de outros poderes ou do clamor da opinião pública. Sobre a gravidade da pandemia, Bolsonaro já está em um nível de “negacionista-sênior” reconhecido em todo o mundo. Sobre denúncias internacionais de descuidos com o meio ambiente, principalmente queimadas na Amazônia, já é considerado uma persona non grata, tendo que ser substituído, em futuras tratativas com entidades mundiais, pelo vice-presidente Hamilton Mourão. E continua, dia após dia, em guarda e no ataque a todos: Sobre a vacância de 66 dias no Ministério da Saúde, diz “Acho que está precisando muito mais de um gestor do que um médico na saúde. O general Pazuello está muito bem lá”. Sobre as denúncias de governos e empresários internacionais: “Nós somos o tempo todo acusados injustamente de maltratar o meio ambiente do Brasil”, “Europa é seita ambiental”, “o ministro Ricardo Salles fica a não ser que ele queira sair”.

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