Estratégias políticas de socorro financeiro

Explica-se, com facilidade, a melhora do índice de aprovação do governo Bolsonaro nas regiões norte e nordeste, marcando uma reviravolta, e afastando-se dos resultados das urnas eleitorais de 2018 sobre a figura do capitão-presidente. O recurso financeiro do auxílio emergencial contra a covid tem volume maior destinado aos inscritos nessas regiões – cerca de R$69 bilhões -, e está sendo vital para a imagem regional do presidente. O “Dinheiro do Bolsonaro”, mesmo que pouco, é sempre bem-vindo pela população mais necessitada e, inclusive, não pode parar de chegar. Repete-se o fenômeno do Bolsa Família e a adoração ao ex-presidente Lula. O problema é quando for encerrada a atual temporada de distribuição dos auxílios emergenciais. O Brasil já está tendo que fechar empréstimos com entidades internacionais de cerca de US$ 4,01 bilhões, que serão usados no Auxílio Emergencial, no Bolsa Família, no Seguro Desemprego, e para o Benefício Emergencial (BEm) que complementa a renda de trabalhadores com contrato suspenso ou jornada reduzida durante a pandemia.

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