Cada enxadada, uma minhoca

Essa delação do ex-secretário da saúde do governo Witzel, o preso falante Edmar Santos, é bem recheada de escândalos e nomes de autoridades que se lambuzaram na “administração-bandida” do Rio de Janeiro. Dentre diversos golpes perpetrados contra os recursos fluminenses confessados por Santos, e já investigados pela Procuradoria-Geral da República, concluiu-se que o governador tentou incluir a pasta da saúde em um esquema pré-existente no TRT-1, auxiliado pelo desembargador Marcos Pinto da Cruz. Segundo o delator, o próprio magistrado o procurou para que a pasta estadual pagasse diretamente à justiça dívidas trabalhistas de Organizações Sociais (OS) que tinham valores a receber do governo. Essa manobra agilizaria o recebimento, no final, por parte das OS, sobre “os restos a pagar” do estado. Todo mundo no esquema criminoso ganharia, incluindo o escritório de advocacia da irmã do desembargador, a ser contratado. Conclusão: o time dos nobres criminosos que já contava com representantes dos Poderes Executivo e Legislativo, ganha, agora, um figurão do Judiciário. Está tudo dominado na Cidade Maravilhosa.

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