Cumpra-se uma injustiça

No mundo jurídico do país, definitivamente, “Alguma coisa está fora da ordem/Fora da nova ordem mundial”, como canta Caetano Veloso. Dois episódios recentes, dentre outros tantos da nossa justiça, passam longe do bom senso da população real do país. Seguinte: no STF, em caso de ausência de um desembargador, ao desmontar a formação ímpar para o veredicto das decisões, se der empate o réu sai impune. O “fenômeno” já beneficiou dois acusados, pela ausência do quinto membro, o ministro Celso de Melo, afastado por motivo de saúde. Agora, em caso de empate, ganha o criminoso. Em outra situação jurídica, igualmente esdrúxula, candidatos fichas-suja serão beneficiados pela pandemia, porque seus prazos proibitivos de disputas eleitorais perderam a validade com o adiamento da data de votação de outubro para novembro próximo. Ou seja, na vida real a pandemia afetou a todos sem condescendência…mas, no mundo jurídico-eleitoral brasileiro a pena prescreve para candidatos ilegais, somente um mês depois. Um espanto!

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