Farejando votos

Jair Bolsonaro descobriu o mapa da mina na estratégia da comunicação para cair na simpatia do povo. Toda semana divulga um novo lote de decisões presidenciais dando a última palavra e derrubando boatos de medidas impopulares já tornadas públicas por outros setores do seu próprio governo. Acabou com o boato de que o auxílio emergencial iria cessar; anunciou que o seguro-defeso dos pescadores iria continuar nos mesmos moldes existentes, desmentindo anúncios oficiais contrários; proibiu que os recursos para o Renda Brasil fossem extraídos das classes média e pobre para beneficiar os “paupérrimos”; proibiu que o Contran instalasse radares ocultos em vias públicas para multar motoristas, e já tramita oficialização para prazo maior (10 anos) para renovação da habilitação; buscou a Associação de Supermercados para baixar preços de produtos da cesta básica, inclusive investigando a alta de preço do arroz, o vilão do momento; e avalia, agora, medidas para baratear materiais de construção, caso os preços não voltem a patamares considerados razoáveis até o final deste ano. O alvo do presidente é o construtor “formiga” que compra cimento e tijolo no varejo todos os dias para construir ou melhorar seu barraco. Bolsonaro quer lacrar cada vez mais.

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