A conta da proteção começa a chegar (I)

O polêmico habeas corpus de Marco Aurélio de Mello do STF que libertou um dos líderes do PCC merece uma análise mais ampla. A brecha que motivou o habeas corpus é o pacote anticrime aprovado no Congresso e sancionado por Bolsonaro em dezembro 2019. O projeto de lei original elaborado pelo ex-ministro Sérgio Moro e comissão de juristas foi desconfigurado no Congresso pelo temor das consequências da nova lei sobre a maioria dos congressistas. Bolsonaro não esperava que ao sancionar a lei e não aceitar as recomendações de veto de Moro estaria protegendo não só o establishment corrupto, mas também o crime e tráfico representado pelo PCC. O novo presidente do STF, Luiz Fux, tentou corrigir a agressividade da liberdade de um líder do PCC e suspendeu o habeas corpus, mas até o fechamento dessa nota o criminoso estava foragido. Bolsonaro recebe a primeira conta da compra da proteção familiar. 

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