Bolsonaro sofre primeiro ataque militar

Recém exonerado pelo presidente Jair Bolsonaro, e depois de ficar quase o ano inteiro sem mover as tradicionais coletivas de imprensa diárias no Palácio do Planalto, o general Rego Barros, ex-porta-voz da presidência da República, voltou a ser o centro de atenções em Brasília em um ponto delicado: a atuação dos militares na agenda política nacional. Em artigo publicado no Correio Braziliense, na última terça-feira, o general fez duras críticas ao presidente da República e alguns dos seus seguidores. O curioso é que seu trabalho teve apoio de importantes colegas de farda do Exército. O artigo dele fez com que vários generais se posicionassem ao seu lado, inclusive o chefe do Exército. Pela primeira vez Bolsonaro recebeu críticas contundentes e houve um constrangimento geral no Palácio do Planalto, já que a resposta do ministro da Saúde, quando foi desautorizado por Bolsonaro, de que “um manda e outro obedece” mereceu severas críticas do general Santos Cruz, ex-titular da Secretaria de Governo. “Hierarquia e disciplina, na vida militar e civil, são princípios nobres. Não significam subserviência nem podem ser resumidos a uma coisa simples assim como ‘um manda e outro obedece’”.

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