O “estupro culposo” e as mazelas da justiça brasileira (I)

A sociedade ainda está estarrecida com agressão moral sofrida pela jovem de Santa Catarina proferida pelo advogado de defesa do seu estuprador. A cena de barbárie é reflexo de uma justiça mercantilista à mercê dos poderosos e endinheirados que sabem que impunidade é uma mera questão de escambo, pagou, levou. Os réus dessa elite não temem mais o rigor da lei e a imparcialidade da corte. Grandes escritórios de advocacia, alguns até frequentam as páginas policiais, dominam os ritos processuais e o tráfico necessário para alcançar a impunidade, tudo sob o olhar míope corporativo da OAB. Seletos advogados chegam a acessar a suprema corte de bermudas.

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