Dano colateral

A Operação Faroeste da Polícia Federal na Bahia surpreendeu a todos ao atingir o então Secretário de Segurança do Estado, Maurício Barbosa, por acaso também Delegado da PF. O sentimento de todos que conhecem Barbosa de perto é de perplexidade e indignação. Não apenas por saberem da sua seriedade e conduta ética, mas pelo currículo de serviços prestados ao Governo ao longo de mais de uma década à frente da SSP. O mais terrível é que, à medida que as informações chegam, vai ficando claro que esse é um típico caso de dano colateral, dentro de uma operação séria que visa eliminar a organização criminosa que atuava no seio e no entorno da justiça baiana. Nenhuma materialidade nas provas contra o Secretário foi colhida, o delator principal da operação veio a público negar qualquer citação e ainda afirma desconhecer a suposta estrutura de apoio ao crime comandada por Barbosa. Infelizmente, assim como nas guerras, nem sempre as vítimas são apenas os bandidos. Às vezes, como agora, o coração de uma pessoa boa é alvejado mortalmente.

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