WhatsApp comprometedor para uma desembargadora e um joalheiro na Bahia

A partir da investigação de mensagens pelo aplicativo, o Ministério Público Federal suspeita que a desembargadora Lígia Ramos – presa na Operação Faroeste, por venda de sentenças no Tribunal de Justiça da Bahia – teria omitido do STF já ter contraído Covid em novembro passado para tentar, agora, obter habeas corpus para passar para prisão domiciliar. Na mensagem da época, a ex-chefe do MP da Bahia informava a uma auxiliar do gabinete “não comente com ninguém (…), mas testei positivo ao COVID e suspendeu a cirurgia…”. Aliás, no meio do ano passado, a desembargadora, usuária de mensagens pelo WhatsApp, informava (com foto anexada) a um badalado joalheiro baiano, Carlos Rodeiro, também investigado em lavagem de dinheiro com outras autoridades do judiciário baiano, que a ministra do STF Carmem Lúcia havia recebido e gostado do colar presenteado pelo joalheiro. E em outro diálogo com esse mesmo amigo trata pelo WhatsApp de um recurso financeiro esperado “aquela transferência vai dar certo hoje? (…)  “estou contando com sua ajuda…”. A desembargadora está cada vez mais encalacrada, mesmo distante, por ora, do querido celular.

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