Suspeito, eu?

O sentimento universal de não parecer suspeito, caso seja inocente, vale em todo o mundo e a qualquer tempo. A frase do pretor máximo de Roma, Júlio César, “À mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta” justificando o divórcio de sua esposa, Pompeia, após um fato duvidoso, serve bem para ilustrar o caso a seguir. Arthur Barata, advogado, filho da desembargadora Lígia Ramos, ambos investigados pela Operação Faroeste sobre o escandaloso caso de vendas de sentenças no Tribunal de Justiça da Bahia, comprou uma picape Ford Ranger avaliada em R$145 mil, um dia após sua mãe proferir uma sentença que teria sido negociada por R$400 mil. O ato suspeito tem a acusação de advogado delator que, coincidentemente, tem o mesmo nome do imperador romano: Júlio César Cavalcanti Ferreira.

Os comentários estão encerrados.

Crie um site ou blog no WordPress.com

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: