Campanha tabajara de vacinação

Alguns episódios nas últimas 48 horas em que prevaleceu a emoção pelo início da vacinação entre os brasileiros, merecem destaque e registro aqui neste blog. O general Pazuello, apresentado ao país como um expert em logística e que vem perdendo densidade desde o início da pandemia, reuniu alguns governadores em frente a imensas prateleiras da vacina antes de ser enviadas aos estados, mas ainda tentando acertar, no último momento, um horário de início da vacinação em todo o Brasil. Antes, seriam dois dias depois do recebimento nos estados, agora podia ser no mesmo dia da chegada… tipo, “17, ou 13, ou 15… é melhor 17 horas”. Tudo discutido no improviso e ao vivo na frente de toda a mídia do país. Nenhuma autoridade estadual sabia a hora em que o avião da preciosa vacina chegaria. Outro fato que merece atenção antecipada, planejamento do governo, e não uma decisão apressada, é o provimento urgente de mais lotes de vacinas, evitando uma “entressafra de imunizantes”. O magro lote inicial já está terminando, aliás, já acabou em diversos municípios pelo país afora. Os secretários estaduais da saúde preveem graves manifestações populares em caso da interrupção demorada na campanha de vacinação. Um case perfeito de desorganização federal.

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