Quem sabe faz a hora, não espera acontecer

O vice-presidente Hamilton Mourão carta-se de que o país dispõe de R$20 bilhões para adquirir imunizantes. Apesar de já estar na reserva militar, o general não pode ter esquecido que batalhas são vencidas com estratégia e atitudes rápidas e certeiras… não só com munição estocada. Na guerra contra a Covid empreendida pelo capitão Bolsonaro, o que deve ser decidido hoje fica para meses depois. Os exemplos são diversos: abandono de negociações com vários fabricantes internacionais de vacinas há meses; uma preocupante e demorada queda de braço para aquisição de seringas e agulhas esperando redução de preços; oferta de três aviões cargueiros ligados a ONU para urgente transporte de oxigênio, datada de 16 de janeiro, sem ter sido aceitas até ontem, e muitas outras delongas mais. O governo russo ainda tem reservado 50 milhões de doses da vacina Sputnik V para o Brasil, mas o capitão-presidente vem esnobando a oferta há meses. O problema desse governo não é o dinheiro, mesmo.

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