DEM e PSDB esperavam um traque. Foi uma bomba

O DEM e o PSDB esperavam que seu apoio sub-reptício à candidatura vitoriosa de Arthur Lira (PP-AL) à presidência da Câmara resultasse num tumulto que seria superado em horas. Tinham bons motivos para isso. Houve traições beneficiando muitos presidentes eleitos no passado, e o assunto nunca extrapolou a dimensão de notas na imprensa. Desta vez, foi diferente. Implodiu os dois partidos. O DEM perde Rodrigo Maia (RJ), seu rosto de expressão nacional, e a imagem de alternativa sensata de centro-direita construída ao longo de duas décadas. O PSDB solapou a pretensão do governador de São Paulo, João Doria, de se lançar ao Planalto em 2022. O que aconteceu? Nem o presidente do DEM, ACM Neto, nem os tucanos liderados pelo deputado Aécio Neves (MG) entenderam o envolvimento da sociedade civil na eleição, o que estava claro pela participação de gente como Caetano Veloso, Beth Faria e Paula Lavigne. Neto e Aécio claramente perderam a conexão com as ruas, pelo menos neste momento.

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