Ordem da Vale: preservar o CEO

O principal objetivo da Vale na disputa com a BSGR é criar um cordão sanitário em torno do atual CEO da empresa, Eduardo Bartolomeo. Ele dirigia a área de logística da gigante brasileira de mineração na época em que ela dividia a VBG e o projeto de exploração das reservas de Simandou, na Guiné, com a BSGR. Bartolomeu aparece entre os destinatários de um dos e-mails mais surpreendentes incluídos como prova no litígio da Vale com a BSGR. Em 6 de junho de 2011, Murilo Ferreira, recém-empossado na presidência da Vale, manda um e-mail a Bartolomeo e outros sete executivos da empresa informando que o financista George Soros lhe telefonara para dizer que o presidente da Guiné, Alpha Condé, não aceitaria que a BSGR continuasse operando no país. Na sequência, o então diretor Eduardo Ledsham responde o e-mail, com cópia para Bartolomeo, relatando que ele e o ex-CEO da Vale Roger Agnelli estiveram com Soros em Londres. Nesse encontro, Soros pediu uma antecipação de US$ 250 milhões para que o governo da Guiné garantisse o contrato da Vale para exploração de Simandou. “Após uma semana, com a minuta do acordo pronta, ele mudou de posição dizendo que deveríamos pagar US$ 250 milhões para ter direito de sentar com o governo e rediscutir todo o acordo???”, escreveu Ledsham. Em suas alegações judiciais, Steinmetz classifica esse pedido como pedido de propina. Em juízo, a Vale afirmou que se tratava apenas de antecipação de royalties de minério.

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