Obediência cega

Desde quando a covid-19 chegou por aqui, sempre sorrateira, mas ainda não tão mortífera quanto agora – 280 mil mortes – já conseguiu derrubar ministros da saúde de diversos matizes diferentes: tivemos um político com diploma médico, Mandetta, um cientista com ar blasé, Nelson Teich – o breve –, e um general confuso e obediente Eduardo Pazuello. Em um ano de repetidos entra e sai, a pandemia tomou totalmente conta da situação por aqui. O nome do culpado do emperramento e inércia da pasta da saúde tem nome, sobrenome e patente: Capitão Jair Messias Bolsonaro. E tem uma saída para escolher alguém – e manter – o posto no Ministério da Saúde desempenhando a missão impossível de combater a covid e agradar ao chefe: O Palácio do Planalto comprar o dispositivo eletrônico portátil ALEXA no site Amazon.com, e Bolsonaro ficar ordenado tudo aquilo que deseja que o delicioso gadget realize. “ALEXA faz isso, ALEXA faz aquilo, ALEXA para, ALEXA continua… ALEXA conta uma piada”. De caserna, preferencialmente!

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