PSL + DEM fará oposição a Bolsonaro

Só há uma decisão sobre a linha política do partido resultante da incorporação do DEM pelo PSL: a oposição ao presidente Jair Bolsonaro. Não deixa de ser curioso. Bolsonaro foi eleito pelo PSL e, até poucos meses atrás, seus ministros políticos, Ciro Nogueira (Casa Civil) e Flávia Arruda (Secretaria de Governo), defendiam que ele voltasse ao partido. Não é muito diferente do DEM de ACM Neto. Nos dois primeiros anos do atual governo, quando Rodrigo Maia (RJ) presidiu a Câmara, o DEM foi independente. A situação mudou no fim do ano passado. Sob comando de Neto, o DEM fechou um acordo para apoiar Baleia Rossi (MDB-SP) à presidência da Câmara, mas traiu o acerto. A partir daí, foi ladeira abaixo. Rodrigo Maia denunciou a traição, anunciou seu desligamento do partido e acabou expulso da agremiação. Neto esperava o apoio de Bolsonaro para disputar o governo da Bahia. Mas perdeu a preferência para seu antigo protegido, o ministro da Cidadania, João Roma. Não parou por aí. Neto entregou a Câmara para conservar o Senado, que passou de Davi Alcolumbre (AP) para Rodrigo Pacheco (MG). Errou de novo. Pacheco está em aberta negociação com o PSD de Gilberto Kassab. É difícil imaginar o avô de Neto cometendo tantos erros de avaliação.

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