A candidata da OAB que esqueceu o passado

O baiano Raul Seixas dizia que preferia ser uma “metamorfose ambulante”. Mas, nessas eleições da OAB/BA, parece que uma das candidatas à presidência muda de opinião mais rápido do que qualquer “maluco beleza”. Por exemplo, antes, na qualidade de vice-presidente da atual gestão, Ana Patrícia aprovou as contas da OAB/BA, agora, em vídeo de (sua) campanha, diz que: “Uma OAB que gaste 20 milhões em custeio, em um ano de pandemia, não me representa” (sic). Esta nova “opinião” também contrasta com seu discurso na abertura da III Conferência Estadual da Mulher Advogada, em abril deste ano, quando agradeceu ao Presidente e toda a diretoria da OAB, inclusive a seu Tesoureiro, dizendo que: “nós não tivemos limites, nós não tivemos restrições, nós não tivemos um não, tivemos um caminho aberto para explorar e realizar — seguramente — o maior evento da história da OAB em termos de participação feminina”. De modo que, primeiro Ana Patrícia agradeceu os recursos “ilimitados” de que dispôs para ajudar a organizar o que ela chamou de “o maior evento da história da OAB, em termos de participação feminina”, mesmo em ano de pandemia, depois vem dizer que não se sente representada pela OAB que gastou — o que ela quis — num evento estadual para as mulheres advogadas. Qualquer um pode mudar de opinião, sim! Porém, quando essa opinião muda tão rapidamente, em razão de interesses circunstanciais, aí já paira uma dúvida quanto à idoneidade do que está sendo dito. Por isso, Raulzito que me desculpe, mas prefiro a lição do escritor francês Victor Hugo, quando, valorizando a ética, disse: “Mude suas opiniões, mantenha seus princípios. Troque suas folhas, mantenha suas raízes”.

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