Por que a federação do PSDB com o MDB é conversa fiada

A possibilidade das conversas do PSDB com o MDB para formar uma federação não tem nenhuma chance de sucesso. São três os motivos. Eis o primeiro: o governador de São Paulo, João Doria, defende a federação porque gostaria que a senadora Simone Tebet (MDB-SP) abandonasse sua pré-candidatura presidencial em troca de ser sua vice na chapa da eleição deste ano. O MDB jamais vai admitir em público, mas não fará isso porque a rejeição de Doria é alta e o partido não quer atrair para si a antipatia do eleitorado ao governador paulista. Agora, o segundo motivo: os tucanos que defenderam o governador gaúcho, Eduardo Leite, como candidato presidencial do PSDB gostariam de usar a federação para rifar a candidatura de Doria. O MDB não vai fazer isso. Em São Paulo, o partido tem uma aliança sólida com os tucanos na capital e no estado. Ninguém cogita uma traição. Por fim, o terceiro motivo: o MDB precisa de uma candidatura própria para não implodir entre os diretórios que apoiam o petista Luiz Inácio Lula da Silva e os que preferem o presidente Jair Bolsonaro a endossar a candidatura de Lula. A melhor saída para evitar o racha é ter uma candidatura própria, a de Simone Tebet. Se ela desistir por algum motivo, o partido deve liberar seus diretórios estaduais para fazerem o que quiserem.

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