“Deveria existir um partido nazista legalizado no Brasil”

Com a afirmação do título, o apresentador do canal do YouTube Flow Podcast, Bruno “Monark”, ficou ontem por muitas horas como o assunto mais comentado nos trend topics do Twitter. Essa fala aconteceu em seu programa na segunda-feira, cujos convidados eram o deputado federal Kim Kataguiri e a deputada federal Tabata Amaral. Monark também disse: “Se o cara for antijudeu, ele tem direito de ser antijudeu”. O ponto alto da discussão se deu ontem fazendo com que o Flow perdesse patrocínios e os direitos recém-adquiridos de exibição do Campeonato Carioca. Vários grandes nomes cancelaram suas participações futuras — Zico, por exemplo — ou solicitaram que seus programas fossem retirados do acervo de exibição no YouTube e em outras plataformas. O apresentador se pronunciou na tarde de ontem pedindo compreensão, pois o programa foi longo, cansativo e ele estava bêbado e por isso se expressou mal e foi insensível, mas que não foi sua intenção ser contra a comunidade judaica. Não é a primeira vez que o Monark movimenta discussões sobre suas falas preconceituosas nas redes sociais com argumentos intolerantes usados em sua defesa da liberdade de expressão, tendo, da última vez, perdido o contrato com a empresa IFood por defender ideias racistas. Um comunicado oficial do Flow informou que o Monark não será mais apresentador nem sócio do programa e o episódio com a participação do Kim Kataguiri e da Tabata Amaral foi retirado do canal. Como veículo de imprensa, somos a favor da liberdade de expressão, porém apologia ao nazismo é crime conforme a Lei 7.716/1989.

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