Instabilidade do presidente Bolsonaro preocupa a todos

É incompreensível a surpresa de algumas instâncias com as ações do presidente, que está nos conduzindo a uma crise sem precedentes, com o agravante do “silêncio obsequioso” de setores das Forças Armadas. E clara adesão de algumas altas patentes. Comportamento que aprofunda ainda mais a sensação de que o Estado Democrático de Direito balança ao vento das aspirações autoritárias. Tudo começa com a omissão, a conivência, a fraqueza e a falta de brios dos “bons”, incapazes de conter a ousadia dos “maus”. A grande Imprensa, o Judiciário, o Legislativo, que o cevou por 30 anos, o trataram como anedota, fruto de um momento delicado. No entanto, as sólidas instituições seriam capazes de contê-lo nos limites da Constituição. O capitão, que esteve à beira da expulsão do Exército e foi salvo por um arranjo jurídico-corporativo, pode ser acusado de tudo, menos de mentir sobre seus propósitos ou tentar maquiar as suas muitas deficiências, intelectuais, administrativas e morais. Num país desigual, racista, violento; no qual 44% da população não lê e 30% nunca comprou um livro sequer, conseguiu, com o seu exército de robôs e ressentidos, catalisar a mediocridade invejosa, a ignorância e o oportunismo de líderes sem escrúpulos. O último sinal de tibieza diante de uma inaceitável Graça talvez seja o cheque mate para consagrar as suas milícias. O ato no Planalto em homenagem à desordem é o farol dos “novos tempos”. Nem tão novos assim.

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