Bolsonaro não devia ridicularizar a própria mulher

Dona Ruth Cardoso era culta, falava quatro idiomas, escrevia e, além disso, era uma antropóloga que corria o mundo. Durante os oito anos do presidente Fernando Henrique foi raras vezes a Brasília e jamais concedeu uma entrevista política. Só uma vez quando ia saindo do Palácio alguém perguntou se ela apoiaria o PFL de Antônio Carlos Magalhães. Ela declarou apenas: “O meu PFL é de Marco Maciel”. A mulher extraordinária, reconhecida em todo o mundo, que viajava para o exterior e não aceitava nenhuma mordomia das embaixadas. Este fato fez dela uma espécie de lenda em Brasília. É lamentável que Bolsonaro coloque a mulher, que nasceu na Ceilândia, não tem nem curso superior que se deita no chão da Câmara Federal, que se fantasia de palhaço, para fazer um pronunciamento no último final de semana em rádio e Tv. Pior para ele. Bolsonaro tem a mulher que merece.

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