Minha gratidão eterna ao meu mestre Alberico

A morte, ontem, do jornalista Alberico de Souza Cruz foi um duro golpe para o editor deste blog. Foi pelas mãos da então diretora-executiva da Central Globo de Jornalismo, a jornalista Alice Maria, que ingressamos na Vênus Platinada. Mesmo integrando a chefia de jornalismo da TV Aratu da Bahia, Alice Maria proporcionou ao editor deste blog acesso aos principais programas políticos da rede Globo no Rio. Quando a TV Aratu perdeu a sua programação para a emissora do então ministro das Comunicações, Antônio Carlos Magalhães, fomos levados ao Rio de Janeiro e ali, como editor-chefe de política, transitamos pelo Bom Dia Brasil, Jornal Nacional, Jornal da Globo e Fantástico. Quando Armando Nogueira perdeu a direção da Central Globo de Jornalismo para Alberico, foi pelas mãos dele que fui enviado para Brasília como editor de política, já que assumiu o presidente Fernando Collor de Mello e nele eram depositadas as esperanças, inclusive do doutor Roberto Marinho. Foi uma boa trajetória, não me faltou apoio de Alberico nos momentos mais difíceis: denúncia contra Collor, queda do Collor, ascensão de Itamar Franco, eleição de Tancredo Neves, ascensão de Fernando Henrique e reeleição. Jamais me faltaram os ensinamentos políticos de um mineiro de extrema habilidade. Quando Alberico caiu, eu também caí, mas sempre mantivemos a amizade. Ontem, tive a triste notícia da sua morte. Vale lembrar que Alberico era brilhante em tudo que fazia, principalmente na política como extraordinário mineiro. Entre seus amigos políticos destacam-se os ex-deputado Heráclito Fortes, Luís Eduardo Magalhães e Benito Gama. Foi amigo e, às vezes, conselheiro do presidente Fernando Henrique Cardoso, e não se deixou embebedar pelo poder. A ele devo tudo que sou como repórter político e para ele minha eterna gratidão porque, não fosse ele, eu não chegaria onde cheguei, se é verdade que tive êxito.

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