A sociedade brasileira não é recruta de quartel

Na falta de espelhos nos Palácios do Planalto e da Alvorada, o presidente Bolsonaro não vê a si nas suas próprias declarações. No linguajar chulo que lhe é peculiar, insiste no engodo de que as urnas eletrônicas não são seguras na vã tentativa de criar uma questão de segurança nacional em torno das eleições de 22: “Chega de bananas e demagogos na política brasileira. Ninguém pode tudo”, disse, referindo-se, evidentemente, aos Ministros Edson Fachin e Alexandre de Moraes, que, na sua visão míope, querem tirá-lo da cadeira presidencial. Como Bolsonaro não respeita nada e nem a ninguém, dá, cotidianamente, exemplos aos seus subordinados de como menosprezar a liturgia que dever balizar o tratamento entre os membros dos poderes da República, em especial, nas cortes superiores. Na sua cruzada contra o TSE e o STF, instiga o Ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira, a dirigir-se à Justiça Eleitoral como certamente se dirige à tropa. Bolsonaro nivela por baixo: a sociedade brasileira não é recruta de quartel.

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