O tarado sai da caixa

Sem limites. Da piscina à sauna, de beliscões no gabinete ao quarto do hotel de cuecas. Valia tudo para o predador Pedro Guimarães, ex-presidente da Caixa, na sua caça às funcionárias do banco estatal. Admirado por Bolsonaro a ponto do mandatário carregá-lo Brasil afora em toda sorte de solenidades, a acusação de assédio sexual a Guimarães é retrato do desmoronamento do seu governo e de sua claudicante campanha. Os impactantes depoimentos das colaboradoras sustentam que, além de intimidador, constrangedor e abusivo, Guimarães invadia as carreiras daquelas que escolhia para o seu pretenso “harém”. A qualificação para promoções, cargos de confiança e viagens pelo país, era “ser bonita” ou “fisicamente atraente”. Bolsonaro, que tem altíssimo índice de rejeição entre as mulheres, chegando a mais de 60%, com esse petardo que atingiu o Palácio, deve perder fatias ainda mais significativas do eleitorado feminino. Titubeou em demitir seu queridinho, que um dia chegou a cogitar em ter como vice em sua chapa. As mulheres, definitivamente, enxergam o que de fato é Bolsonaro e seu asseclas: nem sua mulher, Michelle, quer participar de sua campanha. Tchau, querido!

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