Quem ficou satisfeito com a intervenção federal no Rio de Janeiro?

Dados do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (Cesec) da Universidade Cândido Mendes e do Observatório da Intervenção (OI), órgão independente criado para monitorar o desempenho das Forças Armadas, apontam que a intervenção federal na área da segurança pública no Rio de Janeiro foi um desastre. Segundo os indicadores do OI houve aumento de tiroteios e elevação no número de mortes provocadas por policiais. Em 2018, sob intervenção, o Rio de Janeiro bateu seu recorde histórico em mortes em decorrência da ação de agentes do estado. Foi ultrapassada a marca histórica de 1500 mortes violentas por ação policial em um único ano. Número sem precedentes em polícias ao redor do mundo. Em 2019, o caso mais grave, os assassinatos do músico Evaldo Rosa e do catador de latinhas Luciano Macedo. No dia 7 de abril de 2019, Evaldo, a mulher, o pai e o filho seguiam para um chá de bebê quando militares que faziam uma barreira de trânsito efetuaram 257 disparos em direção ao veículo. As razões nunca foram esclarecidas. Evaldo morreu na hora. Luciano Macedo, que tentou socorrer as vítimas e morreu dias depois no hospital. E o interventor do Rio de Janeiro foi o general Braga Netto que Bolsonaro está colocando como o seu vice-presidente na sua chapa.

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