Deputadas defendem o estupro infantil? É isso?

Transformar a violência sexual sofrida por uma menina de 11 anos em bandeira político-ideológica-religiosa é um crime mais grave do que o cometido pelo estuprador dessa criança. É medonho. Mas é o que as perversas parlamentares bolsonaristas Carla Zambelli e Bia Kicis não se cansam de incentivar em seus tuítes cada dia mais agressivos. Ainda pior, a deputada bolsonarista do PL do Rio de Janeiro Chris Tonietto propôs homenagem àquelas que mais violentaram a menina: a juíza Joana Ribeiro Zimmer e à promotora de justiça Mirela Dutra Alberton, que negaram o direito de aborto à criança, isolando-a em um abrigo para que ela não pudesse ter acesso à mãe, ao hospital e à lei que lhe dá direito de interromper uma gestação fruto de estupro. Violência é propor uma Moção de Aplauso e Reconhecimento à atitude da juíza e da promotora. É cruel. É desumano. Bem fez a líder do PSOL Sâmia Bomfim ao questionar se a deputada Tonietto “não tinha vergonha na cara” e “mais o que fazer” do que se apropriar do sofrimento e da tortura de uma criança para fazer bonito para seu eleitorado obscurantista. Ao invés de legislar pela proteção das crianças brasileiras, as bolsonaristas, pelo que se vê no Congresso, preferem à defesa do estupro. É de chorar.

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