Os EUA e as eleições brasileiras I

Os EUA têm uma longa lista de intervenções armadas, golpes patrocinados, governos desestabilizados e invasões de países. O Vietnã, a humilhante derrota do Exército norte-americano no sudeste asiático, é o maior exemplo. Iraque, Irã, Líbia, Afeganistão, Nicarágua, Chile, etc. estão na conta. Diretamente ou terceirizando. Algumas ações até com cara de defesa dos bons princípios, como a do Panamá, em 1989, quando retiraram do poder o gangster Manuel Antonio Noriega. O traço comum é que a Democracia está sempre em segundo plano. Para não ir longe, os EUA foram fundamentais para a derrubada de João Goulart, em 1964, no Brasil. Quem tiver dúvida pode consultar o excelente livro do historiador Carlos Fico, O grande irmão, da operação Brother Sam aos anos de chumbo (Ed. Civilização Brasileira). Mas a situação aqui chegou a um ponto que os nobres deputados norte-americanos resolveram tomar uma atitude, afinal, paciente morto não compra remédio. Os nobres parlamentares pediram investigação sobre a interferência de militares brasileiros na eleição. E caso se constate a participação das Forças Armadas em tentativas de tumultuar o processo, eles pretendem cortar a assistência militar fornecida ao Brasil. O governo norte-americano e suas agências como a Central Intelligence Agency — CIA — sempre enrolam os nobres parlamentares, mas dessa vez parece que eles estão espertos e decididos. A conferir.

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