Padrinho problema

Até quando o prefeito Bruno Reis vai carregar o sem mandato ACM Neto nas costas? O padrinho político só tem arranjado problemas para o alcaide de Salvador. Se é no campo dos negócios, impôs a desalienação da área de proteção permanente (APP) da encosta da Vitória, determinando a realização intempestiva de leilão em pleno ano eleitoral. O resultado não poderia ter sido outro: polêmica judicial e desgaste político ao afilhado.

Afilhado constrangido

Os problemas, no entanto, não se restringem a negócios. Estendem-se à área política. A grita é geral entre os vereadores da base do prefeito Bruno Reis contra o atual tratamento privilegiado da administração municipal à “candidata à reeleição queridinha de ACM Neto”. A situação está constrangedora para Bruno, que pelo jeito ainda não soube impor limites ao antecessor.

Pendurar a chuteira

Os vereadores de Salvador nunca foram muito simpáticos a ACM Neto. No tempo em que era prefeito, poucos deles lhe tinham acesso. Cabia ao então vice Bruno Reis fazer o meio de campo. O histórico de desatenção e desprezo até hoje está engasgado. O mal-estar é geral na Câmara, quando o fantasma do ex se manifesta no Palácio Thomé de Souza. A reza é forte para que ACM Neto pendure as chuteiras. Creem os vereadores que os 50 milhões de patrimônio declarados oficialmente por Neto é um pé de meia suficiente para garantir uma vida boa aos filhos e seus futuros descendentes.

Os espanhóis vão receber 41 milhões de turistas nesta temporada

A Espanha virou hoje a maior atração turística da Europa. Vai receber este ano 41 milhões de turistas e chega ao ponto de estar expulsando os mal-educados com pistolas de água. Também pudera, além das atrações extraordinárias, ontem, o seu garoto revelação do tênis, Carlos Alcaraz, ganhou o bicampeonato de Wimbledon após ganhar Roland Garros. E o seu garoto, Lamine Yamal, ganhou o tetracampeonato da Eurocopa vencendo a Inglaterra.

O velho continente continua imbatível

Segundo a Comissão Europeia de Viagens, os turistas gastaram 800 bilhões de euros no velho mundo nesta temporada. Fato extraordinário. Leia-se aí Espanha, França, Grã-Bretanha, Itália e outros. Já no Brasil, a coisa está feia. Só tem um estado que tem turismo o ano todo: o Rio de Janeiro. Apesar das fake news dos jogos oficiais, continuamos na banguela. 

Vazamento criminoso

O vazamento de um parecer sigiloso da Caixa Asset que, segundo reportagem da jornalista Malu Gaspar do Jornal O Globo, foi disponibilizado indevidamente à imprensa por funcionários demitidos pela instituição no início da semana foi um dos assuntos com maior repercussão no mercado financeiro ontem. O parecer tratava de uma análise de investimento em uma emissão de letras financeiras subordinadas do Banco Master pela Caixa Asset, uma das maiores gestoras e administradoras do país com mais de R$370 bilhões sob gestão e administração. Para especialistas ouvidos pelo blog, esta operação não é tão atípica assim como descrito no relatório. Segundo relatório do Banco Central, no final de 2023 o estoque de letras financeiras emitidas no mercado por instituições financeiras, principalmente bancos como o Master, alcançou R$144,9 bilhões.

Vazamento criminoso II

Com base em informações obtidas no Banco Central, as condições da emissão de letras financeiras subordinadas que estão sendo ofertadas pelo Banco Master para investidores profissionais como a Caixa Asset estão em linha com emissões de concorrentes realizadas recentemente. Segundo o Bacen, do estoque total de R$144,9 bilhões de letras financeiras no mercado, dos quais R$94,5 bilhões estão nas carteiras de fundos de investimentos, R$27,9 bilhões na carteira de pessoas físicas e jurídicas e R$14,5 bilhões em carteiras de outros investidores institucionais.

Vazamento criminoso III

O vazamento de um relatório confidencial de investimentos por ex-funcionários da Caixa Asset gerou um dano enorme para a Caixa e prejuízos ainda maiores, além de um ruído desnecessário para o Banco Master. Mesmo antes da decisão do comitê de investimentos da Caixa Asset, que é quem tem o poder de decidir pelo investimento ou não, o banco teve sua imagem manchada por um relatório imparcial de dois analistas que não reflete necessariamente a opinião da gestora sobre a emissão. Como a Caixa Asset gere bilhões de recursos de terceiros, o vazamento de informações sigilosas deverá render vários processos e questionamentos dos reguladores. Além disso, grandes investidores, como fundos de pensão, deverão migrar da Caixa para Assets de outros bancos públicos e privados após o criminoso incidente.

PEC do Calote I

Cadê o espírito republicano da igualdade de direitos? Por que os privilégios nunca expiram no Brasil, sempre se renovam? A Câmara Federal deu mais uma prova de que não passa de pantomima a república brasileira. Na hora que apertou o calo deles, aprovaram rapidinho a PEC do Calote dos Partidos. 

PEC do Calote II

Os deputados federais desrespeitaram a própria lei que criaram. Souberam logo encontrar um jeitinho de adequá-la às condições deles: isenção total de multas e juros sobre as dívidas tributárias e não tributárias acumuladas há cinco anos pelos partidos políticos. O resto a ser pago a longo prazo em suaves prestações. 

PEC do Calote III

Sopa no mel. Tamanha regalia não chega para o sofrido cidadão-contribuinte, a quem só lhe sobra pagar a conta da farra fiscal. Será que dá para ter esperança na derrubada da vergonhosa PEC do Calote dos Partidos? Ainda falta passar pelo Senado Federal para virar lei. 

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