O governo está paralisado

O Congresso Nacional começou a discutir ontem a paralisação do Governo Federal. O presidente Jair Bolsonaro cumpre apenas agendas próprias e reuniões com a sua militância política. Até agora, não visitou nenhum estado nesse processo da covid-19, que já matou milhares de brasileiros. Bem verdade que nenhum governador convida o presidente da República. Ontem, ele voltou a cometer um ato falho ao ir à sede da Procuradoria-Geral da República para cumprimentar o procurador-geral, o advogado baiano Augusto Aras, que já está sob suspeição. Esta semana, Aras deve dizer qual será o destino do processo no qual o presidente é a principal figura. Ontem também, ao sair da PGR, foi almoçar na sede do Ministério da Defesa, mais um recado eloquente da sua ligação com Exército, esquecendo-se da Marinha e da Força Aérea Brasileira. Ninguém sabe o que quer o presidente Jair Bolsonaro. 

Produzindo resultados

Uma prova inconteste de que a união faz a força é o que vem ocorrendo na Bahia. Adversários históricos, o governador Rui Costa e o prefeito ACM Neto estão de braços dados contra a pandemia, e dividindo – PT e DEM – boas aprovações em pesquisas populares. Ontem e hoje, Salvador e diversos municípios antecipam importantes feriados regionais como São João e Dois de Julho. O secretário estadual da saúde, cardiologista Fábio Vilas-Boas, está satisfeito com a redução da taxa de crescimento de casos no estado e com a abertura de leitos de UTI, que ganhou reforço importante de quase 200 respiradores e insumos médicos chegados agora do exterior. A partir deste fim de semana, a Bahia já conta com uma lei estadual oferecendo seguros de vida de até 30 vezes o salário e de perda de renda, de até R$30 mil, para médicos que estão trabalhando na linha de frente do combate à pandemia. A boa performance baiana no combate ao coronavírus criou um caso curioso: uma família do Pará fretou um avião e desembarcou em Salvador buscando socorro, fugindo do colapso médico paraense. Foi atendida.

Bomba ENEVA – Dinheiro bom é o do governo – I

Os principais acionistas da ENEVA são bancos privados. Os empresários do Amazonas não ficaram nada satisfeitos com o fato da ENEVA ter contratado com o Banco da Amazônia, com juros subsidiados do FNO – Fundo Constitucional do Norte – e pelo prazo de 16 anos, o maior financiamento já registrado nessa instituição com uma empresa privada. O valor superou R$ 1 bilhão de reais, representando mais de 10% de todos os recursos destinados pelo Fundo para a Região Norte e equivalente a mais de 50% do montante previsto para o Estado do Amazonas. Em outra operação alvo de questionamento junto ao Tribunal de Contas do Estado, avalia-se a regularidade da isenção tributária de ICMS – Imposto de Circulação de Mercadorias – concedida para o gás natural produzido pela empresa na exploração do Campo de Azulão – Silves, que deixará de repassar à Fazenda Estadual Amazonense R$ 50 milhões por mês, representando uma renúncia fiscal aos cofres públicos de R$ 9 bilhões durante os 15 (quinze) anos do benefício.

Bomba ENEVA – Dinheiro bom é o do governo – II

Irresignação semelhante também já existe no meio empresarial nordestino, onde a queixa é contra o montante de um financiamento que o Banco do Nordeste concedeu para ENEVA, também com juros subsidiados, desta vez do FNE – Fundo Constitucional do Nordeste -, no valor de R$ 840 milhões, sendo que este último contrato representa mais de 40% dos recursos que o Fundo destinou ao Estado do Maranhão. Em uma Lei Estadual aprovada em 2011 e direcionada para construção de suas térmicas, foi concedida isenção tributária para o gás natural consumido nas referidas UTEs daquele estado, que alcançam uma renúncia de ICMS – Imposto de Circulação de Mercadorias –  de quase 3 bilhões de reais durante o prazo do benefício.

Bomba ENEVA – Dinheiro bom é o do governo – III

Em fato relevante noticiado recentemente, a ENEVA sinalizou ao mercado a intenção de adquirir o controle da AES Tietê. Talvez a agressividade advenha do dinheiro público que captou dos Fundos Constitucionais. Se Paulo Guedes já criticava os seis bancos versus os 200 000 de trouxas e financiamento de jatinhos de milionários com dinheiro do BNDES, vamos ver o que o Governo Federal tem a dizer sobre esse absurdo que configura, na prática, banco privado tomando dinheiro de banco público.

Tiro no pé

Os maiores movimentos ecochatos do planeta, a maioria com nomes em inglês, como Greenpeace e World Wide Fund, compraram páginas em jornais como o Estadão para pedir a saída do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Com a mídia tradicional e impressa com cada vez menos credibilidade e leitores, os ecochatos mostraram mais uma vez que não passam de aproveitadores, que utilizam muito mal o dinheiro arrecadado dos poucos desavisados, que ainda apoiam suas iniciativas polêmicas. 

Tiro no pé II

Críticos dos movimentos ecochatos perguntaram ao blog qual o posicionamento desses movimentos, a maioria ligada à esquerda retrógrada, sobre os crimes ambientais cometidos diariamente pela China, disseminadora do vírus que está destruindo a economia e matando milhares de seres humanos no ocidente. Perguntam também o que os movimentos ambientalistas têm feito para salvar milhões de africanos condenados à miséria por não poderem sequer plantar em seus territórios. 

Segurança na mão

Nas ricas cidades do Triângulo Mineiro e interior de São Paulo a população tem comprado um volume assustador de armas e munição para se proteger da violência, que deverá voltar com força como consequência da crise econômica causada pelo COVID-19. Nestas regiões, clubes de tiro indoor e outdoor se transformaram em uma das principais opções de lazer para empresários que não esperam muito da segurança pública. Com receitas em queda vertiginosa, a expectativa dos empresários é que até o orçamento da área de segurança seja drasticamente cortado. 

Continência correta

Na manifestação do último domingo na avenida Paulista, ignorada pela grande mídia por motivações financeiras, manifestantes vestidos de verde e amarelo e com bandeiras do Brasil foram recebidos pelos policiais militares com continência. Após se reunirem na Paulista, os manifestantes, a maioria formada por empresários, foram para a porta da casa do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), pedir seu impeachment.

Golpe de Trump

O presidente Donald Trump decidiu, ontem, restringir a entrada de brasileiros nos Estados Unidos. É um golpe violento contra o país, que é o segundo com maior número de infectados pelo coronavírus. Uma derrota para o presidente Jair Bolsonaro, que se diz um aliado e um fã do presidente dos Estados Unidos. Uma decisão violenta contra nós, brasileiros. 

A classe política da Bahia contra Bolsonaro

A revelação de uma mensagem do presidente Jair Bolsonaro para o então ministro da Justiça Sérgio Moro determinando que ele mandasse a Polícia Federal apurar denúncia contra políticos baianos, foi noticiada, no último final de semana, pelo O Estado de São Paulo e pela Globo News. Nela, o presidente pedia ao então ministro para apurar a denúncia que dizia que recursos para combater o coronavírus estavam sendo desviados pelo governador Rui Costa; pelo senador Otto Alencar e um de seus filhos; pelo senador Angelo Coronel, presidente da CPI das Fake News, uma filha e o genro; e o secretário de saúde da Bahia Fábio Vilas-Boas. Felizmente, o então ministro Sérgio Moro ficou em silêncio, e agora se apura que era fake news da central de informações que abastece o presidente da República. O governador Rui Costa, ontem, já anunciou que vai levar o fato ao STF, enquanto o senador Otto Alencar já iniciou um processo contra o denunciante. A discussão é saber se a fake news enviada ao presidente Bolsonaro é de um ex-deputado federal do PSDB ou de uma médica ligada aos sindicatos baianos. 

Bolsonaro x Globo e Folha

A divulgação da reunião ministerial deixou várias cicatrizes causadas pelo presidente Jair Bolsonaro. As revelações dele contra os grupos Folha de São Paulo e Globo acirraram mais ainda os ânimos e com isso Bolsonaro está pagando um preço muito alto, porque, não só os grupos Globo e Folha, mas também as demais redes de TV estão repetindo as cenas lamentáveis da reunião ministerial.

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