Medo sepulta vida noturna I

Está viralizando nas redes sociais um belo artigo do jornalista e escritor baiano Tasso Franco — chamado “Medo sepulta vida noturna” — de como a violência destruiu a vida noturna na Bahia. Extraímos alguns trechos e estamos publicando hoje.

Medo sepulta vida noturna II

“Houve uma época nesta cidade da Bahia em que a vida noturna era pulsante, quer no centro histórico; quer nos bairros para dançar e farrear; vadiar e acasalar; flanar sem medo de ser feliz. […] Pensar sobre o tempo e todo esse retrocesso […] é um passatempo desagradável já que, nesse alvorecer do século XXI, vivemos enjaulados. Há grades em nossas casas por todos os lados nas residências dos ricos, dos pobres, dos remediados, […] ninguém escapa dessa vigilância permanente acrescida de cães e câmeras. […] Esse é o ambiente na Cidade da Bahia que já foi de paz e amor, do pombo Correio, do caminhar sem lenço nem documento nas dunas do Abaeté e nas areias das praias. Dorival Caymmi teria sido um profeta desse novo tempo? […] Hoje, é-nos proibido dormir nos braços morenos da lua de Itapuã, das dunas do Abaeté, do luar da praia de Tubarão, da colina do Monte Serrat e até do largo onde fica a Basílica do Senhor do Bonfim. […] Fui expulso (eu e todos os outros estranhos a esses sítios) desses bairros porque não nos enquadramos dentro do código estabelecido pela bandidagem […]. Vivemos numa cidade pela metade, do raiar ao pôr do sol.” – Tasso Franco

Rui Costa na linha de tiro

O ex-chefe da Casa Civil do governo Lula entrou na linha de tiro no escândalo do Master. O ex-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, o deputado Marcelo Nilo, faz graves denúncias contra ele — inclusive, revelando a compra de uma fazenda que vale milhões de reais, entre Ipiaú e Itagibá, comprada na mão de uma ex-prefeita em processo sigiloso. Ele está envolvido também com as ações comandadas pelo ministro do STF André Mendonça.

Wagner I

Uma apreensão que passou despercebida contra o Líder do Governo está relacionada aos relógios encontrados nas suas residências. É conhecida a paixão do baiano pelos mesmos. Batem de longe os R$ 500 mil, em espécie, equivalentes aos dólares e euros guardados em casa. Será um fator importantíssimo nas investigações.

Wagner II

As justificativas apresentadas pelo líder do governo simplesmente não param em pé. Além de apartamentos, floriculturas e outras “cositas” mais, justificar os euros e dólares recuperados pela PF, como diárias de viagens oficiais internacionais, é uma verdadeira aberração. Os funcionários do Senado podem confirmar, com absoluta clareza, o tamanho da mentira. Se era oficial, por que não devolveu?

Liderança do governo

Se não renunciar, Jaques Wagner arrastará a crise para dentro do Palácio do Planalto. Lula como sempre, através dos seus “aspones”, começa a disseminar na mídia a culpa de tudo no seu amigão. Wagner já foi abandonado pelo seu “companheiro” de cachaçadas nos finais de semana no Alvorada. Como dizia um ex-líder petista, a vida é dura.

PT da Bahia em perigo

Novas denúncias contra Jaques Wagner começaram a surgir na capital baiana. Ele é dono de uma extensa área próxima de Camaçari, que hoje vale alguns milhões, e também tem propriedades no interior da Bahia. Além dele, seu enteado, que era um operador do Banco Master, e a sua nora, ao lado do marido, receberam milhões do Master. Um dado curioso é que a chamada oposição na Bahia está calada porque o presidente regional do PL, João Roma, e ACM Neto também receberam grana do Banco Master. A situação é grave.

Executivo, Legislativo e Judiciário receberam dinheiro do grupo Master

O curioso é que o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, aguarda instrução de Brasília para saber se demite ou não o enteado do Jaques Wagner, que é secretário de governo do PT baiano. Wagner contaminou o PT da Bahia tanto para o Senado quanto para o governo. Está complicada a chapa do PT. Com o governador Jerônimo Rodrigues, o vice Geraldo Júnior, Jaques Wagner e Rui Costa, desses, somente o vice não entrou no rolo do Master, e isso vai ser explorado na campanha eleitoral.

Delcídio I

O ex-senador Delcídio Amaral, que foi absolvido em todas as instâncias por uma suposta “obstrução de justiça”, foi abandonado pelo PT no mesmo dia da sua prisão e retirado da liderança do governo no Senado. Agora, com todo esse “batom na cueca” de dinheiro em espécie, gravações de áudio, conversas por Whatsapp, compra de apartamentos e áudios impublicáveis, o PT reitera sua total confiança na “honestidade” de Wagner. Nada como a companheirada.

Delcídio II

Comparando mais uma vez os casos, Delcídio foi injustamente preso, fato reconhecido por todo o Congresso, em uma verdadeira aberração jurídica. Como disse um ministro do STF, o caso do Delcídio foi uma “gafe jurídica”. Nos casos recentes do Master com relação ao Congresso, com crimes incontestáveis, o silêncio do STF é ensurdecedor. Cada cabeça uma sentença. Dois pesos e duas medidas. O Brasil é um circo.

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