Depois do recesso, STJ acelera a Operação Faroeste na Bahia

Desembargadores, desembargadoras, juízes, juízas, escrivães, escrivãs, agentes públicos – como até ex-secretários de Segurança Pública da Bahia -, delegados, políticos e empresários, essa é a relação que consta no processo da Operação Faroeste do STJ. O processo envolve a maior grilagem de terras no Brasil e está localizado na Bahia. Os ministros do STJ, assim que voltarem do recesso, vão se debruçar, principalmente, nas delações premiadas. A fila é grande e tem outros magistrados que já querem acordo mediante delação premiada. O “cardápio” envolve também senador, bem como deputado federal e estadual, além de prefeitos e vereadores. 

Presidente do Bahia só não apanhou porque estava online

No último final de semana, um encontro dos 40 maiores clubes brasileiros foi realizado online, já que os clubes queriam homenagear o presidente do Senado, autor da lei que transforma os clubes em empresas. Inesperadamente, o presidente do Bahia, Guilherme Bellintani, fez uma insinuação que irritou o presidente do clube Atlético Paranaense, Mário Petraglia, que afirmou: “se fosse pessoalmente, eu metia a mão na cara”. Foi constrangedor, já que o presidente do tricolor ficou calado. 

Polícia Federal provoca fuga de “Menudos” de ACM Neto na Praia do Forte

Durante os oito anos da gestão de ACM Neto na prefeitura de Salvador, alguns empreiteiros e amigos – chamados de “Menudos” – de Neto ganharam tanto dinheiro que construíram na Praia do Forte um espaço com dezenas de mansões que provocaram várias visitas da Polícia Federal. Agora, começou a “desova”, já que alguns começaram a vender as mansões, mas a Polícia Federal ainda tem denúncias gravíssimas que envolvem a turma que mamou.

Sem memória

O caso de agressão à deputada Joice Hasselmann coloca em evidência o uso frequente de medicamentos para “dormir” por parlamentares brasileiros, inclusive os mais jovens. Segundo relatos da própria parlamentar, em entrevistas durante a última semana, ela não se lembra de praticamente nada após ter tomado um remédio. Infelizmente, a falta de memória sempre foi um dos maiores problemas dos políticos brasileiros, que esquecem praticamente tudo o que prometeram e se comprometeram durante suas campanhas. Talvez a culpa, como no caso de Joice, seja dos remédios “tarja preta”. 

NOVO problema

Desde sua eleição, o governador Romeu Zema (NOVO) tem passado grandes apuros com a legenda que escolheu. Indicações da cúpula nacional do partido para cargos estratégicos em Minas Gerais têm colocado Zema no spotlight e motivaram até a instalação de uma CPI, para apurar irregularidades na estatal CEMIG. Sem fundo eleitoral e sem tempo de TV, fica cada dia mais difícil entender porquê Zema ainda continua no NOVO. Se permanecer na legenda, segundo especialistas em campanhas, Zema tem tudo para comer poeira e até perder no primeiro turno para o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, que além do apoio do poderoso PSD de Gilberto Kassab já recebeu apoio de pelo menos outras doze legendas de peso. 

Desvios elétricos

Executivos indicados pela cúpula nacional do Partido NOVO têm feito vista grossa para denúncias de desvios multimilionários de equipamentos da estatal CEMIG por empreiteiras. Uma CPI, instalada recentemente pela Assembleia de Minas Gerais, promete não só acabar com a roubalheira como de sobra, colocar indicados pelo fundador da legenda, João Amoedo, na cadeia.

É hora de acertar as contas

Os secretários de saúde do Nordeste encaminharam ofício ao seu Conselho Nacional (CONASS) para que articule com o Ministério da Saúde a interrupção imediata do envio de doses extras de vacinas para os estados e municípios. O documento solicita, expressamente, que o envio dos imunizantes siga o critério do total da população residente em cada estado, de acordo com projeção do IBGE. E que também corrija a repetida defasagem no quantitativo enviado aos entes federativos desde o início da distribuição, sob responsabilidade do Programa Nacional de Imunização.

É hora de acertar as contas II

A reclamação sobre a forma desigual e desproporcional no envio das doses de vacinas para os estados brasileiros já vem de longe. No caso da Bahia, mesmo, o secretário da saúde, cardiologista Fábio Vilas-Boas, justifica que o seu estado é o mais prejudicado com esse cálculo injusto: “estamos beirando 15 milhões de habitantes, representando mais de 7% da população brasileira, e mesmo conseguindo registrar uma das melhores performances de desempenho vacinal – mais de 6 milhões vacinados, semana passada – já deixamos de receber 1.224.000 de doses desde o início da campanha de vacinação. Estamos exigindo essas vacinas por direito do povo baiano”.

Posto Ipiranga em liquidação

Resiliência teu sobrenome é Guedes… De todos os ocupantes do staff do presidente Bolsonaro, sobressai a docilidade do ministro da Economia, Paulo, em tentar justificar as dezenas de intromissões do chefe em sua gestão econômica do país. Em maio, Guedes dizia, impoluto, que não admitiria cisão em seu Ministério… Acabou fechando a semana sem uma “costela” da sua pasta, tirada impetuosamente pelo capitão para criar um Ministério do Trabalho. Na Bahia, o povo trata assim alguma decadência: “Quem foi Naninha, hein?”

A denúncia é grave e merece uma resposta

Até agora, o senador do PSD da Bahia, Angelo Coronel, não respondeu à delação premiada da desembargadora Sandra Inês que o implicou severamente na Operação Faroeste. Quando ele vai se pronunciar? 

Bolsonaro no PP complica Leão na Bahia

Um enigma difícil de decifrar: se o presidente Jair Messias Bolsonaro se filiar ao PP, levado pelo seu “novo xodó” Ciro Nogueira, presidente do partido, como vão ficar as alianças progressistas nas campanhas estaduais anti-bolsonaristas, a exemplo da Bahia com a trinca de comando PT, PSD e PP? O vice-governador João Leão do PP não está satisfeito, porque não é candidato ao governo.

Acidente, espancamento ou atentado político?

Assustador e intrigante esse caso ocorrido com a deputada Joice Hasselmann, em que acordou de manhã dentro de uma poça de sangue, machucada violentamente em todo o corpo: joelho, costela, ombro e nuca, incluindo cinco fraturas na face e uma na coluna. Os médicos descartaram a possibilidade de uma queda acidental. Joice alega não lembrar de nada do que ocorreu na violenta madrugada da sua própria casa. Tudo muito estranho – o esquecimento total de Joice, a perigosa posição anti-bolsonarista da vítima, uma agressão múltipla e silenciosa dentro de prédio de apartamentos sem registros de imagem, ou um incidente familiar? Enfim, um caso policial que prende a atenção de toda a opinião pública. E que merece investigação e elucidação completas, aliás de espectro muito mais amplo do que a ação da polícia legislativa que cuida do caso em Brasília.

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