Baixaria entre o general de pijama e Ciro Gomes

Esta semana, a atual política brasileira teve mais um capítulo de baixaria. De Ciro Gomes sobre o ministro general Augusto Heleno. “General Heleno age como qualquer político corrupto: tenta matar o carteiro para não ter que ler a carta. Ao só me atacar, se exime de responder às questões que pontuei”. Em entrevista o ex-governador do Ceará e ex-ministro bateu forte no governo. Eis a resposta do general de pijama Heleno: “Ciro Gomes, que eu mal conheço e considero um canastrão, publicou um vídeo com uma série de ofensas a mim. Não vou responder, porque o considero um lixo humano, nem vou processá-lo, por ser um caso igual ao Adélio, inimputável por ser débil mental.” Como se vê, o velho general já não tem o respeito que o militar da reserva teria que ter.

Caos, caos, caos

O Brasil político descambou de vez! Completamente alheios ao drama da economia que acusa milhares de falências, e com a sociedade tentando evitar a proximidade da covid em suas vidas, o segmento político se digladia em acusações. São frases e opiniões insensatas diariamente divulgadas nas mídias, como se fora um jogo de “batalha naval” cada um soltando seus torpedos a fim de afundar o inimigo. Um país de terceiro mundo lotado de boquirrotos possuidores de cargos, togas e votos. Todos eles doidos pra aparecer!

Caos, caos, caos II

E tem até um guru, Olavo de Carvalho, que escondido em outro país e cultuado pelos seguidores tupiniquins, lança sortilégios enquanto esfrega as mãos enrugadas. A última sentença abilolada “Para mim, esse ministro Alexandre de Moraes tem que ser posto na cadeia e não ter o direito de falar. Eu sou a favor da pena de morte para esses casos. Isso é uma perversão… Com base nessa perversão já se mataram milhões e milhões de pessoas e continuam matando. Com a sua ajuda, seu Alexandre Moraes. Você é um genocida”. 

Máquina de intriga

Os governadores do Nordeste acabam de realizar um levantamento detalhado de dia, hora e de rede social sobre postagens de fake news em suas regiões. Ficaram impressionados com a organização, constatando que mesma imagem é enviada na mesma hora, só mudando a cara do governador que vai levar porrada. O ataque acontece de forma técnica programada por computador. O dossiê oficial que está sendo encaminhado para o STF, segundo eles, “É uma máquina de destruir a democracia, de caluniar e de mentir”. 

Governo ioiô

A maior cidade do interior da Bahia – Feira de Santana – é um grande exemplo de consequências de uma gestão vacilante frente ao combate da pandemia. Preocupado com perdas e ganhos nas próximas urnas de outubro, o prefeito Colbert Martins, do MDB, ouve a tudo e a todos, e embaralha ações num contínuo processo claudicante de administração vai-e-vem. Resultado: depois de abrir e fechar comércio atabalhoadamente, realizar e desfazer ações, e se batendo em conflito constante com a gestão estadual da saúde, perdeu completamente as rédeas do que é melhor fazer para parar o crescimento da contaminação de sua gente. O município com a maior taxa de infecção por coronavírus na Bahia está em sinal vermelho. Se não ocorrer, o isolamento total vai explodir, afirmam, convictos, autoridades estaduais.

MDB fora do Centrão

Os últimos ataques desferidos pela deputada federal Carla Zambelli, do PSL de São Paulo, e uma das vozes mais próximas do presidente Jair Bolsonaro, contra os filhos de Jader Barbalho e de Renan Calheiros deram resultado. Jader já disse que na sua volta vai defender um processo de impeachment contra Bolsonaro com o apoio do seu colega, também senador, Renan Calheiros cujo filho, governador de Alagoas, foi também atacado pelos bolsonaristas. Como se vê, o MDB não integra o Centrão, o que coloca em situação delicada o presidente do partido, o deputado federal Baleia Rossi, do MDB de São Paulo. 

O Congresso volta em junho

Líderes partidários querem o Congresso Nacional funcionando fisicamente a partir de junho. Embora o recesso de junho tenha sido suspenso, alguns líderes acham que a temperatura está muito quente, e querem ver se esperando um pouco mais as coisas melhoram, porque como está, cada dia aprofunda a crise política no país.

Sem comunicação, Bolsonaro culpa ministros pela queda de sua popularidade

Em visível estado de irritação, o presidente Jair Bolsonaro culpa alguns ministros pela sua queda de popularidade, e ontem fez um pronunciamento onde atacou o STF e, como sempre, pronunciou mais palavrão. O presidente da República está perdendo a batalha da comunicação não só no Brasil como no exterior. A pesquisa publicada ontem pelo Datafolha deixou claro que Bolsonaro não cresce, e mais de 60% dos eleitores que viram o vídeo dizem claramente que ele quis interferir na Polícia Federal. Seus filhos continuam prejudicando a sua administração, pois falam como se fossem autoridades máximas e não um simples senador, um simples deputado federal ou vereador. O presidente está em situação extremamente delicada. 

Condenação por corrupção no governo de Omar Aziz – I

A 4ª Vara Federal de Manaus condenou ontem (28/05) dez pessoas por peculato, em processos decorrentes da Operação Maus Caminhos. As cinco sentenças foram proferidas pela Justiça em ações penais movidas pelo Ministério Público Federal (MPF), em decorrência da Operação Maus Caminhos. Segundo a assessoria de imprensa do MPF do Amazonas, a acusação “apontou que, entre maio e julho de 2014, os réus desviaram R$ 4.701.886,30, através de 17 pagamentos efetuados pelo INC à empresa Total Saúde Serviços Médicos e Enfermagem, sem a emissão de notas fiscais que atestassem a prestação dos serviços pagos. Nesse processo, foram condenados Mouhamad Moustafa, gestor de fato do INC e procurador com amplos poderes de gestão da Total Saúde, Priscila Coutinho, responsável pela gestão financeira do INC, e consequentemente, pelos pagamentos destinados às empresas contratadas, Jennifer da Silva, sócia e representante legal da Total Saúde e Paulo Roberto Galácio, presidente do INC no período que ocorreram os desvios, e responsável pela fiscalização dos contratos e prestação de contas”. 

Condenação por corrupção no governo de Omar Aziz – II

No período das fraudes apontadas na condenação de ontem, o Senador Omar Aziz (PSD-AM) era o Governador do Amazonas. Seu irmão, Murad Aziz, já havia sido condenado a 5 anos de prisão em outra ação sentenciada pela Juíza Ana Paula Zerizawa, que ressaltou que o irmão do Senador soube antecipadamente da operação, retirando bens de valor e eletrônicos de sua residência, além de fugir na véspera da batida policial feita em 11/10/2018.

Justiça mais perto do senador Omar Aziz – I

As operações Custo Político, Estado de Emergência, Cashback, Vertex e Eminência Parda, desdobramentos da Operação Maus Caminhos, mostraram, ainda, o envolvimento de agentes públicos integrantes da alta administração do Estado do Amazonas que, em conluio com agentes privados, contribuíram para o desvio de recursos federais destinados ao financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS). Na Operação Vertex, foram cumpridos nove mandados de prisão temporária, bloqueios de até R$ 92 milhões, mandados de busca e apreensão contra o Senador e ex-governador do Amazonas, Omar Aziz (PSD-AM), e alguns de seus familiares, além da retenção do seu passaporte e proibição de se ausentar do país.

Justiça mais perto do senador Omar Aziz – II

Segundo nota da Polícia Federal divulgada na Operação Vertex, há indícios de que Omar Aziz teria recebido vantagens indevidas envolvendo a entrega de dinheiro em espécie ou por meio de negócios simulados. A investigação já corria há dois anos, mas como Aziz é senador, parte dela foi desmembrada e tramitava no Supremo Tribunal Federal. Com o novo entendimento de que o foro privilegiado só teria validade para crimes cometidos no âmbito do cargo atualmente ocupado, o ministro Dias Toffoli repassou o caso para a 1ª instância da Justiça Federal no Amazonas, que retomou as investigações. Foi quando o Juiz Marllon Souza, da 2ª Vara Federal do Amazonas decretou a prisão de Nejmi Aziz (esposa), e três irmãos dele (Murad Aziz, Mansour Aziz e Amin Aziz). Omar Aziz, mesmo tão embaraçado na justiça, ainda preside uma das principais comissões do Senado, a Comissão de Assuntos Econômicos. É a raposa tomando conta do galinheiro.

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