Denúncias não param 

Depois do Hospital Aliança, as denúncias sobre a piora do atendimento nos hospitais comprados pela Rede D’Or na Bahia, não param. Além do Aliança, familiares e pacientes afirmam que a queda no atendimento também tem sido grande no hospital São Rafael. A Rede D’Or é dona ainda do Cardio Pulmonar e do Hospital Aeroporto, em Salvador. No interior, comprou o Hospital Santa Emília, em Feira de Santana.

Que Grupo é este?

O crescimento do Grupo D’Or no Brasil, tem impressionado os mais ousados empresários do país. O primeiro hospital da rede foi construído em 1998, o Barra D’Or, prometendo uma revolução nos conceitos de arquitetura e hotelaria hospitalar. De lá pra cá a rede de hospitais, criada pelo cardiologista carioca Jorge Moll Filho, cresceu de forma acelerada, e a fortuna do empresário deu um salto em 2021, o colocando na posição de quarto homem mais rico do Brasil em 2022, com uma fortuna avaliada pela Forbes em U$ 9,8 bilhões de dólares (48,5 bilhões de reais).

Monopólio hospitalar 

Tudo indica que Jorge Moll Filho não pretende parar. Hoje, a rede tem 70 hospitais, 55 clínicas oncológicas e administra 3 outros hospitais pelo Brasil. No Distrito Federal a Rede já controla 90% dos leitos. Todos sabem que monopólio só é bom pra quem o tem. Aumenta preços, piora a qualidade dos serviços, e usuários são obrigados a aceitar o que oferecem. Na Bahia, a chegada da Rede D’Or foi bem recebida, até os serviços começarem a cair, e o atendimento piorar tão rápido. Barrar qualquer tentativa de monopólio de serviços essenciais para a população é necessário. Onde está o Ministério Público?

A guerra pela herança bilionária da Odebrecht explode

O ex-governador da Bahia, Luís Viana Filho, afirmava que você só sabe o nível de união de uma família quando é lido o testamento. Ele conhecia bem a família Odebrecht e, principalmente, o velho Norberto Odebrecht, morto agora. A família trava um duelo mortal pela herança, principalmente pela valiosíssima ilha Kieppe, refúgio do Dr. Norberto para seus encontros secretos. Além dela, inúmeros imóveis, prédios, lanchas, sítios e dinheiro em espécie. Vai movimentar o Brasil e a decisão não ficará no Tribunal de Justiça da Bahia, irá para os Tribunais Superiores de Brasília. Podem aguardar.

A distância que separa o apóstolo de quem dá o dízimo

Mulher negra, renda mensal de dois salários-mínimos, ensino médio completo. Esse é o perfil da maioria dos evangélicos do país, segundo pesquisa do Datafolha, realizada em 2020. Radicalmente oposto ao perfil dos líderes das igrejas. O pastor Edir Macedo, por exemplo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus, fundada em 1977, no Rio de Janeiro, tem uma fortuna declarada de dois bilhões de reais, segundo a Revista Forbes. No entanto, corre à boca pequena, nos corredores evangélicos, que o patrimônio dele é muito maior. Ora, poder está sempre ligado a dinheiro e Comunicação. Macedo é dono da Rede Record de Televisão, avaliada em mais de cinco bilhões de reais, mas que os especialistas em mídia garantem valer muito mais. Não por acaso, os evangélicos são uma força política em franco crescimento e cada vez mais influente. Em 2018, Jair Bolsonaro venceu a eleição presidencial com 70% dos votos evangélicos. E, não por acaso, o apóstolo Edir Macedo foi um dedicado cabo eleitoral do ex-capitão.

Na tragédia, o PSDB ganha o seu nome para sucessão presidencial

É incontestável que a atuação do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, nesta tragédia do seu estado é impecável. Dormindo apenas 4h por dia, ele assumiu o comando e a respeitabilidade de todo o país, tem sido incansável e tem tido total apoio do governo do presidente Lula, das Forças Armadas e da classe política séria e honesta do Brasil. Foi uma autêntica revelação política nesta tragédia que atingiu os gaúchos.

As melhores opções de Lula até agora estão no Norte e Nordeste

O governador do Pará, Helder Barbalho, já é um nome que o MDB quer indicar para vice do presidente Lula. O PSB tem o jovem mais bem avaliado prefeito do Brasil, João Campos, cuja popularidade impressiona e tem uma tradição familiar. É bisneto do inesquecível governador Miguel Arraes, seu pai, ministro Eduardo Campos, seria o presidente não fosse a morte trágica num acidente de avião. Ao lado de Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, são os três jovens mais brilhantes que a política brasileira revelou nestes últimos anos.

Quem tem medo do “bicho-papão”

A queda da aprovação de Lula nas pesquisas, que já sinalizam estar a maioria da população contrária à sua reeleição em 2026, tirou da toca o ex-prefeito ACM Neto. Apesar do atávico medo do “bicho-papão” das eleições na Bahia, Neto anunciou que não descarta a possibilidade de uma revanche com o governador Jerônimo Rodrigues, a quem soberbamente classifica de “não ser um cara brilhante nem na política, nem na gestão”. O secretário-geral do União Brasil continua se achando o “tal”, mesmo depois de ser derrotado pelo então obscuro Índio. De seu “salto alto”, ACM Neto, pelo jeito, não percebeu ainda que as mesmas forças que se uniram para contribuir decisivamente para o seu fracasso em 2022 estão se reaglutinando novamente, caso tenha coragem de encarar o segundo round.

Na trilha certa

Enquanto uns ainda hesitam em botar o bloco na rua, o ex-ministro da Cidadania, João Roma, não esconde de ninguém que disputará o governo da Bahia em 2026. Teve a primazia de sair na frente ao anunciar seu nome para a eleição majoritária. Depois dele, o senador Jaques Wagner também comunicou ser candidato à reeleição, assim como o governador Jerônimo Rodrigues, pelo PT. No comando do PL Bahia, Roma já estruturou diretórios da legenda em 280 municípios baianos. O objetivo é chegar em 2026 com representação em todas as cidades da Bahia. Sempre circulando pelo interior baiano, João Roma demonstra saber a trilha que pode lhe levar ao Palácio de Ondina.

O PL tem a relação dos seus que podem ser punidos pela cassação

O PL nacional quer revogar na Câmara a inelegibilidade de Jair Bolsonaro, bem como dos deputados Alexandre Ramagem, Carlos Jordy, Nikolas Ferreira, Carla Zambelli, André Fonseca e Silvia Waiãpi. Não será uma missão fácil, já que Bolsonaro está inelegível e não há a menor chance dele voltar a ter seus direitos políticos. 

O quinteto de Lula

Nesta crise do Rio Grande do Sul, Lula não se afasta do ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa; do ministro da Fazenda, Fernando Haddad; da ministra do planejamento, Simone Tebet; do ministro Alexandre Padilha e do homem da AGU Jorge Messias. Aliás, sobre Simone Tebet, ela vai lançar um belo livro nos próximos dias falando sobre sua trajetória vitoriosa como administradora pública e política. É hoje, em Brasília, o nome feminino de maior prestígio e de maior futuro político. 

Caiu no colo

O governador embarcou em mais uma viagem ao exterior. O vice está impedido, sonhando com a ilusão de virar prefeito de Salvador. O presidente da Assembleia Legislativa, o terceiro na cadeia sucessória, prioriza a família na política e está descartado porque a mulher é candidata no torrão natal, Campo Formoso. Na falta dos eleitos, cada um cuidando de sua vida, o governo da Bahia caiu no colo da presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). 

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