Boa parte do meio político e empresarial anda em sobressalto desde a operação de busca e apreensão que atingiu ambientes residenciais e profissionais de Augusto “Guga” Lima, ex-sócio do Banco Master e atual controlador do Banco Voiter, rebatizado como Pleno. Guga, que realizou dois aportes de R$ 180 milhões, tornou-se ao longo dos anos uma figura de trânsito amplo, da política à iniciativa privada. Agora, o desconforto não se limita ao setor financeiro. Parceiros na área imobiliária, aliados políticos de diferentes espectros — da esquerda à direita — além de vereadores, deputados federais, prefeitos e ex-prefeitos, governadores e ex-governadores, magistrados, promotores e uma extensa lista de advogados baianos com contratos relevantes com o Master estão, todos sem exceção, atentos ao desdobrar dos fatos. É que Guga sempre foi conhecido por sua “generosidade” e por “ajudar os seus”, especialmente em campanhas eleitorais e articulações variadas.
Preocupação para todo lado II
Segundo relatos ouvidos pelo blog, a maior apreensão gira em torno de eventuais registros encontrados em aplicativos de mensagens, anotações financeiras, orçamentos, documentos e notas fiscais que teriam sido recolhidos pela PF no bojo da Operação Compliance Zero. Corre ainda nos bastidores a versão de que uma das equipes que atuou em Salvador teria se deparado com referências a um recente evento social festivo envolvendo pessoas próximas do empresário, o suficiente para deixar alguns inquietos e outros em pavor. Caso isso se confirme, a tendência é de que a pressão aumente e que estabelecimentos e fornecedores ligados ao episódio sejam chamados a prestar esclarecimentos formais perante a Polícia Federal.
Primeiro embate no Judiciário baiano
Logo após a disputadíssima eleição para a presidência do TJ-BA, na qual o desembargador José Rotondano se sagrou vitorioso no limite de 32 votos (apenas um a mais) para evitar jogar o conclave para o segundo turno, autoridades ouvidas pelo blog informam que o primeiro pepino no grupo político será a indicação, que está na escrivaninha do Palácio do Planalto, para o membro titular da advocacia no TRE, disputado com força pelos advogados Rafael Santana e Carina Canguçu. O primeiro é apoiado por Rotondano e a segunda pelo desembargador Mauricio Kertzman, apadrinhado do craque e experiente senador Jaques Wagner. Além do primeiro duelo, será a primeira prova de força dentro do mesmo grupo. Quem terá mais força? Só Lula mostrará.
Barrigada no Coroné I
A Bahia toda já sabe que as duas vagas do Senado Federal na chapa de reeleição de Jerônimo pertencem, em primeiro, a Rui Costa e, em segundo, a Jaques Wagner. Duas situações credenciam Rui Costa: uma, que ele segurou as pontas na eleição estadual passada, ficando no cargo até o fim de seu mandato, e a de ser, segundo as pesquisas, o que melhor pontua. Já Wagner, por ser o iniciador desses 20 anos do PT na Bahia e não querer largar o osso.
Barrigada no Coroné II
Vai acontecer com o Senador Ângelo Coronel o mesmo que aconteceu com Geddel Vieira Lima e João Leão. O PT vai empurrando a questão das vagas do Senado até Coroné perceber que está fora do jogo e romper. Acorda, Coroné!
Quando Lula foi preso, a PF era atacada pelo PT e elogiada pelo PL
Agora, o PT elogia a PF e o PL faz críticas. É importante frisar que a Polícia Federal sempre mereceu respeito e admiração de todos os brasileiros. O curioso é que a prisão de Bolsonaro ocupou manchetes de todos os jornais do mundo, mas uma manchete foi destaque: “Brasil manda golpismo para o porão da história”. O dono desta bela manchete foi o Correio Braziliense.
Baixaria na CPMI do INSS
É baixíssimo o nível dos integrantes que compõem a CPMI do INSS. Ontem, os deputados Rogério Correia, do PT de Minas, e Marcel van Hattem, do Novo de Minas, trocaram ofensas. A publicável foi “vagabundo” para lá e “vagabundo” para cá. O nível é baixíssimo.
Vai sair a CPI do Banco Central
O deputado federal João Bacelar Filho, do PL da Bahia, já tem pronta e delineada a CPI do Banco Central. Para a semana, ele apresenta as razões e, a partir daí, o coro vai comer contra o Banco Central.
Família Bolsonaro pode ter três senadores
A família Bolsonaro já tem certo Michelle em Brasília e Carlos em Santa Catarina. Se Flávio desistir da sucessão presidencial e for para a reeleição no Rio, a família vai ficar com três senadores na próxima legislatura.
PSD, PP, UB e PSDB firmam acordo contra Lula
Diante da prisão de Jair Bolsonaro, esses partidos decidiram esta semana que vão marchar juntos na sucessão presidencial com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ou com o governador do Paraná, Ratinho Jr.
Na Bahia, o senador Otto Alencar desmente que faz campanha para o afilhado de Jaques Wagner
O presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Congresso Nacional, o senador Otto Alencar, do PSD da Bahia, desmentiu que esteja fazendo campanha para Jorge Messias, afilhado do senador do PT da Bahia Jaques Wagner.
Imprensa mundial destaca prisão de Bolsonaro e de generais
Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto, generais quatro estrelas e ex-ministros da Defesa. Almirante quatro estrelas Almir Garnier e general do Exército quatro estrelas Augusto Heleno. Exército e Marinha deram exemplo de que acataram a Constituição do país e respeitaram as patentes dos presos, prendendo-os com dignidade.