Ele era o nome preferido e preferencial para liderar a chapa do PL à sucessão presidencial. Queimou ao convocar os eleitores para que fosse à residência do pai, desafiando a democracia do Brasil. Queimou a candidatura.
Caiado preocupa
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, candidato à sucessão presidencial, voltou a um dos melhores hospitais de São Paulo para um novo processo de cirurgia cardíaca. O médico brilhante, Caiado, insiste em não respeitar o que recomenda aos seus pacientes e hoje preocupa seus familiares, amigos e admiradores.
Nota da defesa de Daniel Vorcaro sobre a Operação Compliance Zero
- A investigação da Polícia Federal (“PF”) e as medidas cautelares deferidas pelo Juízo da 10ª Vara da Justiça do Distrito Federal têm como fundamento a venda de carteiras de créditos, supostamente fraudulentas, ao BRB.
- Essas carteiras foram previamente adquiridas pelo Banco Master junto a terceiros que atuavam na originação de créditos, prática comum de mercado. Isso significa que o Banco Master não captou diretamente os empréstimos consignados que compunham essas carteiras.
- Os originadores de crédito eram responsáveis pela averbação das operações junto aos entes pagadores e pelo fornecimento da documentação suporte e de demais documentos eventualmente requeridos pelo comprador, no prazo de até 180 dias (cláusulas 1.1.2, 1.2 e 2.1 do contrato).
- Como as Cédulas de Crédito Bancário (“CCB”) já tinham sido efetivamente geradas, o Banco Master podia montar a carteira e fazer a cessão ao BRB, até porque havia uma série de garantias contratuais que protegiam ambas as partes e permitiam a substituição ou a recompra de eventuais carteiras não performadas. Todas as carteiras cedidas foram devidamente registradas na B3.
- Nas operações com documentação fora do padrão, o Banco Master, de boa-fé, procedeu à substituição das carteiras originadas por terceiros (vide notificação) e iniciou processo de recompra do saldo remanescente.
- Portanto, o BRB não ficou com os créditos originados por terceiros, mas com outras carteiras e ativos do conglomerado Master, que não são objeto da investigação.
- O BRB já declarou que “dos R$ 12,76 bilhões divulgados pela imprensa, e referentes à exposição bruta de carteiras com documentação fora do padrão exigido, mais de R$ 10 bilhões já foram liquidados ou substituídos, e o restante não constitui exposição direta ao Banco Master” (nota).
- Esse fato foi confirmado pelo próprio Banco Central (“BC”) na documentação enviada à PF: “por meio do Ofício PRESI – 2025/061, de 8.7.25, o BRB informou já ter realizado a substituição de R$10,6 bilhões (85,5%) das carteiras de crédito” originadas a partir de terceiros (item 30 do relato sucinto de ocorrências).
- A suposta intenção de fraudar ou obter vantagem ilícita é incompatível com os fatos e com os atos praticados pelo Banco Master no bojo do contrato, a saber: recebimento dos pagamentos em conta no BRB, aceitação de trânsito dos recursos por conta Escrow, constituição de garantias na faixa de R$ 22,3 bilhões, montante bem superior ao volume transacionado (Ofício PRESI – 2025/061).
- Assim, as carteiras objeto da investigação criminal JAMAIS foram transferidas definitivamente ao BRB, que não as detém, em razão das ações tempestivas adotadas de boa-fé pelo próprio Banco Master. Assim, não se pode afirmar que o pagamento efetuado pelo BRB esteja vinculado a essas carteiras.
- Ademais, o BC reconhece que “no tocante às operações de crédito consignado originadas pelo próprio Banco Master, e não por terceiros, historicamente não foram identificados indícios de irregularidades” (item 4 do Ofício 20035/2025-BCB/DESUP).
- Se houvesse materialidade nas alegações, o próprio BC teria instaurado processo punitivo sobre o tema, o que não ocorreu, apesar de os fatos serem de conhecimento da autarquia há mais de seis meses. Ao contrário, o BC declarou que, “uma vez que as carteiras já haviam sido substituídas, não foram realizados novos exames” (itens 2 e 3 do Ofício 20035/2025-BCB/DESUP).
- Aliás, nunca houve processo punitivo aberto pelo BC contra Daniel Vorcaro (certidão negativa).
- O fundamento das investigações contra Daniel Vorcaro até agora é, portanto, um fato inexistente. Não há nenhuma fraude de 12 bilhões de reais.
- As medidas cautelares, além de injustas e desnecessárias, acabaram forçando o BC a decretar liquidação extrajudicial no Banco Master, mesmo diante do fechamento da venda do banco amplamente noticiada pela imprensa em 17 de novembro, cuja documentação foi protocolada no BC no mesmo dia. Portanto, a deflagração da Operação Compliance Zero inviabilizou solução de mercado legítima que evitaria os custos de liquidação impostos ao sistema financeiro e à sociedade e não prejudicaria a realização de qualquer investigação.
Por que não foi preso?
Uma delação em andamento seria o principal motivo pelo qual o presidente anterior do BRB não foi preso e apenas afastado, mesmo tendo participado de tudo.
Urgente
Bolsonaro é preso e levado para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília. O furo é do Metrópoles.
Soube usar o prestígio econômico
Durante anos, Guga Lima soube usar o prestígio do banco Master na Bahia. Amigo pessoal do então prefeito ACM Neto, circulava com desenvoltura no paço municipal com contratos vultosos. Mas não ficava só aí, também na área federal tinha como padrinhos o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, e o líder do governo no Congresso Nacional, o senador Jaques Wagner do PT. A sua responsabilidade está sendo apurada e ele foi um ator importante em todas as operações do banco Master. Não ficava só nisso, emprestava o seu jatinho aos amigos do poder na Bahia.
Ex-ministra também mandou
Amiga de fé e irmã camarada do atual presidente do PL da Bahia, João Roma, Flávia Péres conheceu Roma quando ela era ministra e ele ministro, ambos do governo Bolsonaro. Na Bahia, solidificou a amizade e era presença constante nas recepções suntuosas do casal Guga e Flávia.
Mal informados
Sem acesso a investidores no exterior, jornalistas de grandes veículos compraram erroneamente a história da cortina de fumaça no caso do Master. Já veículos especializados internacionais, que conversam diretamente com os principais advisors envolvidos na transação, conhecem a verdade dos fatos. Mais uma vez, a grande mídia nacional sofre ao falar com apenas um dos lados, totalmente enviesado para o mal.
Mal informados II
A apuração imparcial dos fatos, que é parte de um trabalho fundamental dos jornalistas, não ocorreu na cobertura de diversos colegas no caso do Master, especialmente com relação aos investidores estrangeiros. Infelizmente, figuras como Raquel Landim colocaram sua reputação em risco, em nome de um desejo de crucificação insaciável. Quando os fatos forem devidamente apurados, o mínimo que se espera de jornalistas como a Landim será uma retratação por vídeo.
Pacificação em curso
Após a guerra nos bastidores da Faria Lima, finalmente os maiores atores se convenceram de que os conflitos podem abalar de maneira irreversível a estrutura do Sistema Financeiro Nacional. Para evitar uma crise devastadora como a Lava Jato no sistema, felizmente os principais atores voltaram a conversar, de maneira civilizada.
Estilo incompatível
Com a guerra no sistema financeiro, o estilo de vida do ministro da Fazenda, do presidente do Banco Central e dos principais diretores passou a ser monitorado ainda mais de perto pela mídia especializada. De relógios, refeições em restaurantes de luxo a viagens, os servidores públicos devem satisfação aos contribuintes brasileiros, que são quem de fato mantém a máquina pública funcionando.
PSOL pede prisão preventiva de Ramagem
O deputado federal Alexandre Ramagem, condenado pelo STF por participação na tentativa de golpe de estado após as eleições de 2022, foi visto em um luxuoso resort de Miami. Já que ele não comunicou à Câmara e não podia sair do país, o Psol acaba de pedir a sua prisão. Resta saber se o poder Legislativo tem blindado algumas figuras, permitindo que elas mantenham seu privilégio, como salários e verbas de gabinete.