O pedido do subprocurador Carlos Frederico Santos para que as Big Techs enviem os dados dos seguidores do ex-presidente Jair Bolsonaro nas redes sociais mostra que o estado democrático de direito, que ampara as liberdades e direitos civis, já foi para o beleléu. O que está em curso, sob a chancela do MP, mas não só, é um típico movimento liberticida, que só encontra guarida em ditaduras do tipo da de Cuba, China ou Rússia de Putin, para ficar só em escassos e emblemáticos exemplos. Grosso modo, a demanda esdrúxula do subprocurador equivale a um pedido para que as companhias telefônicas, operadoras de TV, jornais e revistas informem os dados dos que têm telefone celular com acesso à internet, dos que assistem aos canais pagos pela televisão ou daqueles que recebem em casa ou num meio digital as reportagens e artigos produzidos pela imprensa. Nunca se viu antes uma atitude como esta de perseguir a audiência, nem mesmo nos 10 anos de vigência do AI-5 (1968-1978), na ditadura militar, ou durante o Estado Novo de Vargas (1937-1945).