A traição da laranja da Mansão Wildeberger fez alguns leitores com mais de 50 anos lembrarem de um episódio similar ocorrido com outra figura poderosa da política baiana. Lá pelo século passado circulava a história de que a inesperada morte, durante campanha para governador, de um ex-prefeito causara um grande mal-estar em seu líder político que nele depositava a mais alta confiança. A trágica perda do liderado, além do impacto emocional, provocara também prejuízos patrimoniais. Estavam em nome do finado muitos negócios comuns aos dois. A viúva, no entanto, não reconheceu a sociedade secreta, deixando o todo-poderoso chupando dedo. Ele nunca digeriu a desfeita e passou a tomar o maior cuidado com as mulheres dos aliados.