A prodigiosa memória de nossos leitores nos traz mais detalhes sobre a birra do todo-poderoso, cabeça coroada pela ditadura militar, com a viúva do liderado, candidato a governador que falecera durante a campanha de 1982. Na ocasião, não era de bom-tom que transações escusas ultrapassassem o limite dos envolvidos. Vivia-a ainda sob a “Redentora”. Mas o irascível chefão não conseguia disfarçar a sua raiva da viúva. Dura na queda, ela não reconhecera os acordos secretos do marido. Durante todo esse tempo se especulou que prejuízo teria deixado tão mordido o então governador em fim de mandato. Não é que um leitor que conheceu um parente do finado resolveu fazer a revelação a esse blog. Personagem do episódio, o familiar comunicou à viúva sobre a existência da vultosa quantia de 10 milhões de cruzeiros (moeda da época), uma expressiva fortuna, remanescente da campanha. A distinta senhora não se fez de rogada e muito objetivamente asseverou: “Já perdi meu marido. O dinheiro, eu não vou perder, não”. E deixou o eminente político chupando dedo…