As milícias no poder II

A rendição do miliciano Zinho foi longamente negociada pela advogada dele, Leonella Vieira, que procurou não a Polícia Federal, mas a Secretaria Estadual de Segurança Pública, em busca de uma intermediação com a PF. Pelo mesmo é assim que a história foi contada. As negociações demoraram mais de uma semana. Como combinado, Zinho se entregou na sede da Polícia Federal-RJ, no fim da tarde de domingo. A PF então, depois das medidas de praxe, entregou o miliciano à Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap), que mobilizou imediatamente cerca de 50 policiais para transferi-lo para o Complexo Penitenciário de Gericinó, mais conhecido como Bangu Um. O governador do estado, Cláudio Castro, com as barbas de molho de quem está sendo investigado por corrupção, aproveitou a oportunidade: “Essa é mais que uma vitória das polícias e do plano de segurança, mas da sociedade. A desarticulação desses grupos criminosos com prisões, apreensões e bloqueio financeiro e a detenção desse mafioso provam que estamos no caminho certo”. Numa rede social, na segunda-feira (25/12), o governador postou: “prendemos o inimigo número 1 do Rio de Janeiro, em Ação conjunta da Secretaria de Estado de Segurança Pública e da Superintendência da Polícia Federal”. Duas incorreções, Zinho não foi preso, se entregou. E a participação da Secretaria Estadual de Segurança se limitou a acompanhar a negociação entre a defesa de Zinho e a PF.

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