A alcunha de “Grilão” não tem nada a ver com o “Grilo Falante”, de Walt Disney. Loquacidade e eloquência correm dele, com sua língua presa e seus grunhidos reverberados naquele sotaque indefectível que ninguém suporta. A inspiração do apodo está associada aos insetos cientificamente chamados de Gryllus assimilis, que eram usados por espertalhões para darem aspecto de coisa antiga às documentações de propriedade de terras. A técnica consistia em acondicionar os bichinhos mortos com a papelada por um tempo. Logo as escrituras fraudadas com aspectos de velhas eram apresentadas à Justiça como prova de que os chamados “grileiros” eram os donos do imóvel em disputa. Esse é um procedimento obsoleto. Nosso “Grilão” é modernoso. Inovou. Seus métodos são outros, muito mais avançados, sofisticados e insidiosos. A experiência na política e à frente de uma cidade do Litoral Norte baiano, com um balneário frequentado pelo “jet set”, lhe deram régua e compasso para o grande sucesso na atividade. Como “tudo que é bom dura pouco”, João Gualberto, o “Grilão”, já está de malas prontas para passar uma temporada em Portugal, onde vai chegar com status de dono de supermercado. “Gato escaldado tem medo de água fria”. “Grilão” também…