O papel de alcaide de Mata de São João deu poderes ao “Grilão” sobre o balneário preferido do jet-set da baianada. Se o antigo dono do território, o alemão Klaus Peter, enquanto vivo, tinha muita parcimônia na venda dos terrenos e a ocupação do local, por causa de certa preocupação ecológica, no tempo do prefeito-empresário, os empreendimentos só vingavam em sociedade com ele. Essa era a condição sine qua non para driblar os óbices burocráticos. Assim, João Gualberto aglutinou em torno de si um grupo de certos empreendedores para expandir as fronteiras dos negócios imobiliários. A chave é ser amigo do rei. Salvador é uma das novas frentes. A capital baiana tem se mostrado terra fértil para novos empreendimentos de luxo e alta rentabilidade. Nela, a influência de um dos integrantes do grupo de “neo-incorporadores”, um ex-prefeito da cidade, facilita as investidas. As áreas públicas que interessam são desafetadas e colocadas à venda. O procedimento pode custar caro à reeleição do atual prefeito. Tem gente notando certa improbidade administrativa no ar e motivada a judicializar a questão.