O deputado federal Elmar Nascimento continua no jogo e fortalecido. Engana-se quem pensou que o voto dele pela não prisão do colega Chiquinho Brazão tirou-lhe o favoritismo na disputa pela presidência da Câmara Federal no ano que vem. Parafraseando Tom Jobim, o Congresso Nacional não é para principiantes. Em sua terceira legislatura federal, o baiano de Campo Formoso sabe onde pisa. Tem plena consciência do corporativismo entre os pares. A votação favorável à validação do encarceramento de Brazão não teve maioria por convicção, mas pelo temor da opinião pública. Elmar preferiu ficar estrategicamente do lado da corporação. A referência parlamentar em quem se mira é o deputado Luiz Eduardo Magalhães, que votou contra o impeachment do presidente Fernando Collor em desacordo com a maioria. Nem por isso deixou de eleger-se presidente da Câmara Federal depois.